Aquele beijo intenso poderá durar vários dias, até que me dispas e descubras tudo o que é visível em mim.
Depois sem prestares mais atenção, com o desejo saciado, descolas a tua boca da minha.
domingo, 12 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Confusões com deuses
- Gostas de Deus?
- Se eu gosto de Deus? Já sabes que não acredito...
- Não. Estava a olhar para aqueles cartazes. É dEUS.
- Ah. Não curto muito.
- Se eu gosto de Deus? Já sabes que não acredito...
- Não. Estava a olhar para aqueles cartazes. É dEUS.
- Ah. Não curto muito.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Sometimes it hurts
Era mais fácil, olhos nos olhos.
Era mais fácil, se a distância fosse curta.
Era mais fácil, se não existisse a ilusão e a desilusão.
Era mais fácil, se não existisse dor.
Era mais fácil, dizer sim ou talvez.
Era mais fácil, acreditar sem questionar.
Era mais fácil, não ter memória.
Era mais fácil, não perder.
Era mais fácil, o arrependimento.
Era mais fácil, conseguir amar.
Era mais fácil, se a distância fosse curta.
Era mais fácil, se não existisse a ilusão e a desilusão.
Era mais fácil, se não existisse dor.
Era mais fácil, dizer sim ou talvez.
Era mais fácil, acreditar sem questionar.
Era mais fácil, não ter memória.
Era mais fácil, não perder.
Era mais fácil, o arrependimento.
Era mais fácil, conseguir amar.
sábado, 4 de outubro de 2008
Sensações LVI
Let's dance - David Bowie
O meu primeiro namorado trouxe-me este vinil de Paris. Hoje, passados muitos anos, não tenho uns sapatos vermelhos, mas talvez vá dançar...
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
The great escape
- Estou a precisar de fazer um restart à minha pessoa.
- Um restart não. Um shut down.
- Não. Com um shut down morria. E eu ainda quero viver.
- Bem, então posso aconselhar-te um logoff e entras com um novo user.
- Novo user? Não. Eu quero continuar a ser eu. O restart é o ideal.
- Um restart não. Um shut down.
- Não. Com um shut down morria. E eu ainda quero viver.
- Bem, então posso aconselhar-te um logoff e entras com um novo user.
- Novo user? Não. Eu quero continuar a ser eu. O restart é o ideal.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Shame on you
Sobre uma tal Ana de Amsterdam que anda a conspurcar a blogosfera...
Dá-me vómitos pensar que existem pessoas com tão pouca educação e falta de respeito pelos outros como se vê aqui e aqui também.
Ela sim é uma verdadeira cabra e ela sim, devia ser capada. É uma boa altura, agora que já pariu.
E devia deixar de ver o sol que ela chama de ordinário.
Dá-me vómitos pensar que existem pessoas com tão pouca educação e falta de respeito pelos outros como se vê aqui e aqui também.
Ela sim é uma verdadeira cabra e ela sim, devia ser capada. É uma boa altura, agora que já pariu.
E devia deixar de ver o sol que ela chama de ordinário.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Perfect skin
Fica fechado em casa. É como se sente melhor.
E escondido por detrás daquela janela, sente-se grande.
Veste a pele que mais lhe agrada no momento.
Uns dias mostra-se triste, noutros alegre, atrevido, insolente ou frio.
Um dia alguém há-de gostar dele e querer vê-lo.
Mas ele recusa-se a sair dali.
Atrás da janela não tem medo e sente-se protegido.
E só mostra palavras que desvendam aquilo que ele não é.
E escondido por detrás daquela janela, sente-se grande.
Veste a pele que mais lhe agrada no momento.
Uns dias mostra-se triste, noutros alegre, atrevido, insolente ou frio.
Um dia alguém há-de gostar dele e querer vê-lo.
Mas ele recusa-se a sair dali.
Atrás da janela não tem medo e sente-se protegido.
E só mostra palavras que desvendam aquilo que ele não é.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Às avessas
- Reparei agora que vesti as cuecas do avesso.
- Ah!
- Significa o quê?
- Que vais receber uma prenda.
- Isso é bom. Vamos ver...
- Sexual, claro.
- Ah!
- Significa o quê?
- Que vais receber uma prenda.
- Isso é bom. Vamos ver...
- Sexual, claro.
domingo, 28 de setembro de 2008
Sensações LIV
Enquanto segurava o algodão doce, ele parecia que tinha o mundo na mão.
Um mundo cor-de-rosa cheio de sonhos bonitos.
E muito leve.
Um mundo cor-de-rosa cheio de sonhos bonitos.
E muito leve.
sábado, 27 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Uma tasca e um jarro de vinho
Leio as tuas palavras com sofreguidão.
Transmitem-me calma e alegria.
Sabem a um mel que nunca provei.
Fazem-me sorrir com vontade.
São naturalmente genuínas e sem metáforas.
E fazem-me acreditar que a vida podia ser muito mais simples.
Transmitem-me calma e alegria.
Sabem a um mel que nunca provei.
Fazem-me sorrir com vontade.
São naturalmente genuínas e sem metáforas.
E fazem-me acreditar que a vida podia ser muito mais simples.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Corpo são
Ontem na aula de yoga, a professora deu um sábio conselho às alunas:
- Não deixem atrofiar nenhuma parte do vosso corpo.
- Não deixem atrofiar nenhuma parte do vosso corpo.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Thoughtless mind
A vontade que senti, foi permanecer em silêncio, sem me mexer. Todos os ruídos pareciam ter um som num volume excessivo.
Queria estar só comigo e ser egoísta.
Só me apetecia ficar com o pensamento vazio, sem me lembrar que não sei onde estás. Queria esquecer tudo.
Não devia pensar que estás triste e que sei que consigo fazer-te feliz por alguns momentos.
Não devia visualizar-me deitada ao teu lado, a ouvir a nossa música e a sentir o teu olhar de desejo.
Não devia imaginar, que agora, neste preciso momento, estás a pensar no mesmo que eu.
Queria estar só comigo e ser egoísta.
Só me apetecia ficar com o pensamento vazio, sem me lembrar que não sei onde estás. Queria esquecer tudo.
Não devia pensar que estás triste e que sei que consigo fazer-te feliz por alguns momentos.
Não devia visualizar-me deitada ao teu lado, a ouvir a nossa música e a sentir o teu olhar de desejo.
Não devia imaginar, que agora, neste preciso momento, estás a pensar no mesmo que eu.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Sensações LII
Tindersticks- Rented rooms
There's the same hotel, and we can go there now
We can go there now if you want to
Through the doors of that rented room
Yeah, we stumbled through
It was only hours
It seemed such a short while
We had no time to cry
Or sit and wonder why
We had so many things started to say
We had to get through
We tried the cinema
Within half an hour
We had to go find someplace else
Some more... you know
We tried a drinking bar
It gets so very hard
And when the cab ride ahead seems too long
We go fuck in the bathroom
We can't afford the time to sit and cry
Or to wonder why
We've got so many things started to say
We have to get through
Through the doors of that rented room
Yeah, we stumbled through
We had so many things started to say
We had to get through
We can't afford the time to sit and cry
Or to wonder why
We got so many things started to say
We have to get through
We haven't got the time for telling lies
Or to even try
There's only days in between
There's just tomorrow
Through the doors of that rented room
Yeah, we stumbled through
It was only hours - it seemed such a short while
In those pillows all the feathers that hold all our dreams
Whispered at the scene
Now they just seem to float on a breeze
I could have wrapped that pillow around my head
Face down on the bed
I could have drowned in those so-called dreams
We can't afford the time to sit and cry
Or to wonder why
There's only days in between
There's just tomorrow
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Porquê X
Quando os bonecos que está a ver na televisão abordam o tema "amor", ele quer tapar-me os olhos e os ouvidos.
domingo, 21 de setembro de 2008
Agora, agora...
Naquele momento, a dançar ao som de UHF, percebeu que a noite devia ficar por ali, quando perguntou ao ouvido do amigo:
- Gostavas de ser um cavalo de corrida?
- Gostavas de ser um cavalo de corrida?
sábado, 20 de setembro de 2008
Conversa de fim de verão a 3 mãos
- Aí chove?
- Não. Está sol. Porquê?
- Aqui pinga. O outono chega amanhã.
- Eu sei.
- Yeeeeeeeeeeees. Eu não sou mesmo nada do verão...
- Este verão foi fraco. Ainda devo ir à praia no Outono.
- No outono já gosto.
- Tu não gostas de areia
- Não tem pessoas e a areia molhada não voa.
- Também há areia no Outono.
- Pois, mas sossegadinha.
- Nos dias em que foste comigo até à praia, a areia estava sossegada. Não inventes.
- Estava cheia de pessoas. Não percebeste nada.
- O mundo tem pessoas,sabias?
- Eu sei. Mas não gosto de areia com multidões em cima.
- Tive uma ideia.Vou pôr este dialogo no meu blog. Posso?
- Sim, mas exijo direito de revisão prévia.
- :)
- Ainda por cima estou a escrever só com uma mão. A esquerda.
- Esta parte também vai ser publicada.
- Foda-se. Ao menos aqui sei que páras.
- Ficam a pensar o que estarás a fazer com a mão direita. Não páro nada.
- A segurar a cabeça, nabiça.
- Pois, pois. Que cabeça?
- E as pessoas não sabem se sou canhoto...
- Eu digo já aqui publicamente que não és canhoto.
- A que se segura com uma mão.
- Vou sair e depois publico. Um beijo.
- Beijo.
- Não. Está sol. Porquê?
- Aqui pinga. O outono chega amanhã.
- Eu sei.
- Yeeeeeeeeeeees. Eu não sou mesmo nada do verão...
- Este verão foi fraco. Ainda devo ir à praia no Outono.
- No outono já gosto.
- Tu não gostas de areia
- Não tem pessoas e a areia molhada não voa.
- Também há areia no Outono.
- Pois, mas sossegadinha.
- Nos dias em que foste comigo até à praia, a areia estava sossegada. Não inventes.
- Estava cheia de pessoas. Não percebeste nada.
- O mundo tem pessoas,sabias?
- Eu sei. Mas não gosto de areia com multidões em cima.
- Tive uma ideia.Vou pôr este dialogo no meu blog. Posso?
- Sim, mas exijo direito de revisão prévia.
- :)
- Ainda por cima estou a escrever só com uma mão. A esquerda.
- Esta parte também vai ser publicada.
- Foda-se. Ao menos aqui sei que páras.
- Ficam a pensar o que estarás a fazer com a mão direita. Não páro nada.
- A segurar a cabeça, nabiça.
- Pois, pois. Que cabeça?
- E as pessoas não sabem se sou canhoto...
- Eu digo já aqui publicamente que não és canhoto.
- A que se segura com uma mão.
- Vou sair e depois publico. Um beijo.
- Beijo.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Slow hands
Quando ouço Interpol, lembro-me dele.
O homem exteriormente mais bonito que conheci.
Vejo-o à minha frente com os seus dois metros.
Olha para mim de uma forma cruel e séria. Sinto-me mais pequena.
Despe-me mentalmente e depois tira-me a roupa.
O corpo dele, moreno e esguio. As mãos dele com uns dedos compridos e magros hipnotizam-me. As mãos são meigas e calmas.
Ele usa-me. Eu uso-o.
Nesse dia desperta-me de um sono prolongado. Foi bom e viciante.
Não me quer.
Não o quero.
O homem exteriormente mais bonito que conheci.
Vejo-o à minha frente com os seus dois metros.
Olha para mim de uma forma cruel e séria. Sinto-me mais pequena.
Despe-me mentalmente e depois tira-me a roupa.
O corpo dele, moreno e esguio. As mãos dele com uns dedos compridos e magros hipnotizam-me. As mãos são meigas e calmas.
Ele usa-me. Eu uso-o.
Nesse dia desperta-me de um sono prolongado. Foi bom e viciante.
Não me quer.
Não o quero.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Flash I
Naquela fotografia estão dois amigos, com o rio por detrás.
Eles olham fixamente para um local. Um deles está a falar. Parece dizer “Mas já reparaste bem? Olha melhor.”
Têm um olhar calmo, inocente e sonhador. O tempo parou durante uns segundos. A máquina registou aquele momento que iria marcar as duas vidas para sempre.
A partir daí começaram a questionar tudo e prolongam até hoje grandes conversas filosóficas sobre o que viram naquele dia.
Mais ninguém sabe do que se trata. Só eles e o rio que os ouviu e guardou o segredo.
Eles olham fixamente para um local. Um deles está a falar. Parece dizer “Mas já reparaste bem? Olha melhor.”
Têm um olhar calmo, inocente e sonhador. O tempo parou durante uns segundos. A máquina registou aquele momento que iria marcar as duas vidas para sempre.
A partir daí começaram a questionar tudo e prolongam até hoje grandes conversas filosóficas sobre o que viram naquele dia.
Mais ninguém sabe do que se trata. Só eles e o rio que os ouviu e guardou o segredo.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
the turn we took
- O que sentes por mim?
- Queres que te diga a verdade?
- Sim, claro.
- És-me indiferente.
- Não sentes nada por mim?
- És simpático. Não gosto de ti nem desgosto.
- Só isso?
- Sim.
- É duro ouvir isso. Parecia que gostavas de mim.
- Mas porquê? Estás apaixonado por mim?
- Não sei. Talvez…
- Eu avisei-te para não o fazeres.
- Isso é injusto. Quereres impedir-me de gostar de ti. Isso pode acontecer naturalmente.
- Mas eu não quero.
- Não queres o quê?
- Que te apaixones por mim. Não há espaço na minha vida para outra pessoa.
- Tu pareces um gajo. Estás fria. Tu não és assim. Porque estás a representar um papel que não é o teu?
- Queres que te diga a verdade?
- Sim, claro.
- És-me indiferente.
- Não sentes nada por mim?
- És simpático. Não gosto de ti nem desgosto.
- Só isso?
- Sim.
- É duro ouvir isso. Parecia que gostavas de mim.
- Mas porquê? Estás apaixonado por mim?
- Não sei. Talvez…
- Eu avisei-te para não o fazeres.
- Isso é injusto. Quereres impedir-me de gostar de ti. Isso pode acontecer naturalmente.
- Mas eu não quero.
- Não queres o quê?
- Que te apaixones por mim. Não há espaço na minha vida para outra pessoa.
- Tu pareces um gajo. Estás fria. Tu não és assim. Porque estás a representar um papel que não é o teu?
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Estado de hibernação
Apetece-me ficar nesta letargia, sem esperar nada e sem nada querer.
Não sei por quanto tempo.
Vou ler aqueles que sabem escrever.
Vou ler as viagens e os pensamentos.
Vou ler os sonhos de tantos homens.
Vou ouvir a música dos que cantam e acreditam no amor.
Vou ouvir a música melancólica.
E vou adormecer, até que um dia decida novamente despertar.
Ou não.
Não sei por quanto tempo.
Vou ler aqueles que sabem escrever.
Vou ler as viagens e os pensamentos.
Vou ler os sonhos de tantos homens.
Vou ouvir a música dos que cantam e acreditam no amor.
Vou ouvir a música melancólica.
E vou adormecer, até que um dia decida novamente despertar.
Ou não.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Imperturbável
Deixei de o ver. Imagino o que faz. Deve continuar solitário. Olha para as fotografias do passado e não pensa no futuro. De certa forma, acha que a vida já não tem qualquer interesse.
Os dias passam vagarosamente e não se sente mal nem bem.
Dorme muito mas não sonha.
Hoje quando acordou, depois de tomar o pequeno-almoço e o café, fumou um cigarro.
Com o primeiro cigarro matinal, pensa em milhares de pormenores e momentos que já viveu. Quando apaga o cigarro, todas essas memórias são esquecidas.
A partir daí tem uma certeza. Que o dia de hoje vai ser exactamente igual ao de ontem.
Os dias passam vagarosamente e não se sente mal nem bem.
Dorme muito mas não sonha.
Hoje quando acordou, depois de tomar o pequeno-almoço e o café, fumou um cigarro.
Com o primeiro cigarro matinal, pensa em milhares de pormenores e momentos que já viveu. Quando apaga o cigarro, todas essas memórias são esquecidas.
A partir daí tem uma certeza. Que o dia de hoje vai ser exactamente igual ao de ontem.
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