Na minha família não somos muito faladores. O meu avô era um homem de poucas palavras e o meu pai também.
Por vezes sinto-me deslocada quando escuto as conversas de colegas minhas que parecem ter sempre um assunto para falar. Penso que elas também olham para mim como se eu fosse uma ovelha negra que degenerou.
Tenho dias em que não tenho mesmo nada interessante para dizer. Tenho a certeza que era capaz de passar esses dias sem verbalizar qualquer palavra.
Sempre preferi ouvir os outros. Gosto de ouvir as vozes, olhar para as bocas e gestos.
E gosto das palavras escritas ou lidas.
Gosto das palavras que me transportam para uma realidade completamente diferente da minha. Gosto de senti-las, viajar com elas e perder-me nelas.
sexta-feira, 27 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Excertos dos últimos livros que li II
"Já não estamos cercados. Os nossos carros voltaram e os outros não aguentaram. Não pude combater como devia ser por causa do pé mas encorajei o pessoal. Foi muito excitante. Conseguia ver bem da janela onde estava, os pára-quedistas que chegaram ontem batiam-se como diabos. Tenho agora um lenço de pescoço feito com a seda de um pára-quedas amarelo e verde sobre fundo castanho que joga bem com a cor da minha barba, mas amanhã vou-me barbear para gozar uma licença por convalescença. Estava tão excitado que atirei um tijolo à cabeça de Johnny que tinha falhado quando atirara o dele e agora tenho outros dois dentes a menos.
Esta guerra não faz nada bem aos dentes."
As formigas - Boris Vian
La java des bombes atomiques - Boris Vian
E um excelente conto do meu amigo AP que na minha opinião tem influencias de Boris Vian.
Esta guerra não faz nada bem aos dentes."
As formigas - Boris Vian
La java des bombes atomiques - Boris Vian
E um excelente conto do meu amigo AP que na minha opinião tem influencias de Boris Vian.
terça-feira, 24 de março de 2009
Noutro lugar
O teu olhar perdido penetra-me.
Penetro num labirinto de palavras.
Dizes-me palavras ridículas e eu acredito nelas à distância
A distância constrói castelos no ar que tocam o céu.
No céu o balão voa e ainda não decidiu quando e onde vai descer.
Descer não. Não tenhas medo e sente o vento, dizes.
Com o vento adormeço e acordo sozinha.
Sozinha, sempre. Chamas-me repetidamente e não ouço a tua voz.
A tua voz não chega. Só a musica.
Estou a ouvir aquela música quando percebo que sou uma ilusão e não existo.
Penetro num labirinto de palavras.
Dizes-me palavras ridículas e eu acredito nelas à distância
A distância constrói castelos no ar que tocam o céu.
No céu o balão voa e ainda não decidiu quando e onde vai descer.
Descer não. Não tenhas medo e sente o vento, dizes.
Com o vento adormeço e acordo sozinha.
Sozinha, sempre. Chamas-me repetidamente e não ouço a tua voz.
A tua voz não chega. Só a musica.
Estou a ouvir aquela música quando percebo que sou uma ilusão e não existo.
segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
So real
Ouço os pássaros a cantar agora.
Acho que a primavera chegou.
E o Amor também.
Gostava de te abrir a porta.
Agora.
Acho que a primavera chegou.
E o Amor também.
Gostava de te abrir a porta.
Agora.
sexta-feira, 20 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Parabéns Pai!
Obrigada Pai.
Por todo o colo que me deste, mesmo muito crescida.
Pelas brincadeiras, a tua luta, os passeios, as preocupações, as palavras, as zangas, as musicas, os abraços, os risos, as lágrimas, as desilusões, o amor.
Obrigada pelo teu ultimo mail, o teu ultimo adeus e a minha vida.
Por todo o colo que me deste, mesmo muito crescida.
Pelas brincadeiras, a tua luta, os passeios, as preocupações, as palavras, as zangas, as musicas, os abraços, os risos, as lágrimas, as desilusões, o amor.
Obrigada pelo teu ultimo mail, o teu ultimo adeus e a minha vida.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Disorder I
Odeio a forma como escorregas e tentas escapar quando não estás segura.
Odeio que te entusiasmes por nada.
Odeio que digas que gostas como uma criança e não saibas dizer porquê.
Odeio que não saibas falar.
Odeio quando és atraída repetidamente pelo impossível.
Odeio que queiras tudo o que não podes ter.
Odeio os teus sentimentos exagerados.
Odeio que te entusiasmes por nada.
Odeio que digas que gostas como uma criança e não saibas dizer porquê.
Odeio que não saibas falar.
Odeio quando és atraída repetidamente pelo impossível.
Odeio que queiras tudo o que não podes ter.
Odeio os teus sentimentos exagerados.
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
This love
Acordo consumida por tudo o que me roubaste.
Acordo cheia do amor que me dás.
Ainda ouço o teu sussurrar no meu ouvido.
A tua voz é meiga e deseja-me.
A tua voz tem mãos que me tocam.
Tocam-me até às profundezas do meu eu que não conheces.
Não fico saciada porque quero tudo.
Misturo-me contigo e perco-me nos teus braços.
Encontro-me contigo e comigo todos os dias.
Espero por esse encontro.
Fazes-me.
Acordo cheia do amor que me dás.
Ainda ouço o teu sussurrar no meu ouvido.
A tua voz é meiga e deseja-me.
A tua voz tem mãos que me tocam.
Tocam-me até às profundezas do meu eu que não conheces.
Não fico saciada porque quero tudo.
Misturo-me contigo e perco-me nos teus braços.
Encontro-me contigo e comigo todos os dias.
Espero por esse encontro.
Fazes-me.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Esborre
Fui almoçar sozinha e senti-me bonita.
Reparei que hoje todas as mulheres estavam bonitas e transparentes. Os homens olham para elas mas não as vêem nem querem conhecê-las.
Apenas tentam despir-lhes a roupa enquanto os falos crescem debaixo das calças.
A alma dos homens permanece vazia.
E elas ficam sozinhas.
Reparei que hoje todas as mulheres estavam bonitas e transparentes. Os homens olham para elas mas não as vêem nem querem conhecê-las.
Apenas tentam despir-lhes a roupa enquanto os falos crescem debaixo das calças.
A alma dos homens permanece vazia.
E elas ficam sozinhas.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Dúvidas II
- O Benfica jogou ontem?
- Não.
- Ah! Então, joga hoje?
- Também não.
- Pois, então não entendo porque os benfiquistas gozaram tanto hoje com a derrota do Sporting.
- Não.
- Ah! Então, joga hoje?
- Também não.
- Pois, então não entendo porque os benfiquistas gozaram tanto hoje com a derrota do Sporting.
terça-feira, 10 de março de 2009
I feel like dancing
Hoje não quero saber. Apetece-me dançar e saltar.
Apetece-me dizer frases como estas:
"Que se lixe" ou "Ainda sou nova e tenho muito tempo".
Apetece-me dizer frases como estas:
"Que se lixe" ou "Ainda sou nova e tenho muito tempo".
segunda-feira, 9 de março de 2009
I'm sticking with you
Deseja, deseja muito.
Uns dias acredita, noutros parece impossível.
Odeia a distância entre as perguntas e as respostas.
Sente-se colada.
Diz para si própria “Logo se vê”.
A seguir detesta o logo.
Agora, agora.
Adivinha o que vai ser.
Pára ou perde o controle?
Uns dias acredita, noutros parece impossível.
Odeia a distância entre as perguntas e as respostas.
Sente-se colada.
Diz para si própria “Logo se vê”.
A seguir detesta o logo.
Agora, agora.
Adivinha o que vai ser.
Pára ou perde o controle?
sábado, 7 de março de 2009
Lost weekend
Não devia sonhar mais. Os meus sonhos são sempre injustos. Levam-me longe demais. As palavras de que gosto tanto misturam-se com eles. Quando regresso fico muda e o silêncio vence-me.
Sonhar é cansativo e desilude.
A partir de hoje, quero ter. Quero fazer.
Quero…
Sonhar é cansativo e desilude.
A partir de hoje, quero ter. Quero fazer.
Quero…
sexta-feira, 6 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
A história de uma nespereira que viu uma familia nascer e morrer
Os avós viviam numa casa muito modesta numa bonita aldeia. Em frente à casa havia uma nespereira muito grande. Uma árvore que tinha sido pequena quando os avós eram novos. Eles tiveram quatro filhos, dois meninos e duas meninas. Estes cresceram e a nespereira também. Os quatro filhos, deram seis netos aos avós.
A nespereira acompanhou-os ao longo dos anos. Todos os anos ficava carregada de nêsperas e também deixava cair muitas folhas. O avô varria as folhas com as suas vassouras de giesta que ele próprio fazia.
O avô fez uns bancos corridos com umas tábuas que ficaram debaixo da nespereira.
Aos domingos, a família chegava e reunia-se à sombra da nespereira nos dias de sol.
O avô sentava-se sempre numa cadeira. Ficava muitas vezes silencioso e olhava para os filhos e netos com orgulho. A avó sorria muito e raramente se sentava.
A nespereira ouvia-os falar e ficava feliz por observar o amor e a alegria daquela família.
Ela também gostava muito de ouvir a musica que vinha do rádio do avô, as vozes das crianças que corriam no carreiro ladeado de flores que separava a estrada rudimentar até à casa. Gostava de ouvir os passos das pessoas que chegavam e diziam o nome do avô com admiração e respeito.
Um dia o avô ficou doente. Todos tiveram medo mas o avô foi resistindo. A nespereira rezou pelo avô. O avô sofreu, até que um dia acabou por morrer.
A nespereira chorou.
A vida continuou e avó era uma mulher forte. A família reunia-se debaixo da nespereira e a avó vestida de preto sorria e mostrava as rugas do tempo e do trabalho. A nespereira também envelheceu mas continuava a dar os seus frutos doces, que muitas vezes secavam e caíam.
A avó viveu mais dez anos e no final esqueceu-se de quase tudo.
A nespereira viu o caixão sair e chorou. Naquele dia ela percebeu que aquela família não ia resistir a duas perdas tão duras.
A família desmoronou-se ano após ano. A nespereira ficou cada vez mais triste e sentiu-se muito só.
Um dia a nespereira foi cortada e a história daquela família acabou.
A nespereira acompanhou-os ao longo dos anos. Todos os anos ficava carregada de nêsperas e também deixava cair muitas folhas. O avô varria as folhas com as suas vassouras de giesta que ele próprio fazia.
O avô fez uns bancos corridos com umas tábuas que ficaram debaixo da nespereira.
Aos domingos, a família chegava e reunia-se à sombra da nespereira nos dias de sol.
O avô sentava-se sempre numa cadeira. Ficava muitas vezes silencioso e olhava para os filhos e netos com orgulho. A avó sorria muito e raramente se sentava.
A nespereira ouvia-os falar e ficava feliz por observar o amor e a alegria daquela família.
Ela também gostava muito de ouvir a musica que vinha do rádio do avô, as vozes das crianças que corriam no carreiro ladeado de flores que separava a estrada rudimentar até à casa. Gostava de ouvir os passos das pessoas que chegavam e diziam o nome do avô com admiração e respeito.
Um dia o avô ficou doente. Todos tiveram medo mas o avô foi resistindo. A nespereira rezou pelo avô. O avô sofreu, até que um dia acabou por morrer.
A nespereira chorou.
A vida continuou e avó era uma mulher forte. A família reunia-se debaixo da nespereira e a avó vestida de preto sorria e mostrava as rugas do tempo e do trabalho. A nespereira também envelheceu mas continuava a dar os seus frutos doces, que muitas vezes secavam e caíam.
A avó viveu mais dez anos e no final esqueceu-se de quase tudo.
A nespereira viu o caixão sair e chorou. Naquele dia ela percebeu que aquela família não ia resistir a duas perdas tão duras.
A família desmoronou-se ano após ano. A nespereira ficou cada vez mais triste e sentiu-se muito só.
Um dia a nespereira foi cortada e a história daquela família acabou.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Let's go to bed
O dia de hoje está a ser deveras marcante para mim. Está a ser o dia em que mais espirrei em toda a minha vida.
terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Heart and soul
Sim, estou leve.
Não espero mas quero.
Quero o que me dás.
O encantamento é meu.
Adormeço e acordo com ele.
Até um dia, as tuas mãos e o teu olhar encontrar.
Não espero mas quero.
Quero o que me dás.
O encantamento é meu.
Adormeço e acordo com ele.
Até um dia, as tuas mãos e o teu olhar encontrar.
domingo, 1 de março de 2009
Roubos
- Costumas dizer muitos ais?
- Sim, tem dias. Às vezes dou por mim a suspirar e a dizer “ai ai”.
- Porquê?
- Normalmente isto acontece quando ando a sonhar, a voar alto ou sinto saudades.
Felizmente existe alguém sensato que diz “ai ai ai” e eu desço.
- Sim, tem dias. Às vezes dou por mim a suspirar e a dizer “ai ai”.
- Porquê?
- Normalmente isto acontece quando ando a sonhar, a voar alto ou sinto saudades.
Felizmente existe alguém sensato que diz “ai ai ai” e eu desço.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Come back to me...
Boobar - Tindersticks
Passaram duas semanas e uma parte de mim ainda está lá.
E gosto muito como o Stuart diz Boobar... E thank you.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Dói-me a cabeça e o universo
Saio e caminho com um passo apressado para encontrar a minha liberdade e um abraço.
Desço as escadas rolantes a pique, da estação do metro do Parque. Enquanto o faço tento reler o maior número de frases nas paredes.
No final sinto tonturas por ter descido tão fundo.
Já conheço algumas caras de pessoas que viajam no metro sempre à mesma hora que eu.
Viajamos com os pensamentos que são nossos e que nos brilham no olhar.
O que nos espera esta noite?
Título: Fernando Pessoa
Desço as escadas rolantes a pique, da estação do metro do Parque. Enquanto o faço tento reler o maior número de frases nas paredes.
No final sinto tonturas por ter descido tão fundo.
Já conheço algumas caras de pessoas que viajam no metro sempre à mesma hora que eu.
Viajamos com os pensamentos que são nossos e que nos brilham no olhar.
O que nos espera esta noite?
Título: Fernando Pessoa
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Free
Na última noite que passaram juntos e em que os corpos se entregaram, deram tudo um ao outro. Sugaram-se e comeram-se até não restar mais nada.
Ela ficou satisfeita. Ele ficou finalmente em paz.
Nenhum dos dois entendeu bem o que tinha acontecido. Ela questionou-se mas não obteve resposta. Ele não quis pensar pois sentia-se bem assim.
Já não tinham mais nada a dizer um ao outro.
Naquele dia, ela percebeu que já conseguia voar novamente.
Ela ficou satisfeita. Ele ficou finalmente em paz.
Nenhum dos dois entendeu bem o que tinha acontecido. Ela questionou-se mas não obteve resposta. Ele não quis pensar pois sentia-se bem assim.
Já não tinham mais nada a dizer um ao outro.
Naquele dia, ela percebeu que já conseguia voar novamente.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Choque frontal
Vai-se lá perceber porquê, no sábado quando me cruzei frente a frente com o Paulo Portas, tive um ataque de riso. Ia ao cinema da meia-noite. Aposto que ia ver o Milk.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Porquê XI
Naquele local, pude constatar que várias mulheres pensavam nos amores não correspondidos.
A única pergunta que as assombravam era:
Porquê?
E dói aquele olhar triste de quem deseja uma resposta.
E dói ouvir um não quando se abre os braços à espera de um sim.
Pricipalmente dói quando não se consegue entender.
A única pergunta que as assombravam era:
Porquê?
E dói aquele olhar triste de quem deseja uma resposta.
E dói ouvir um não quando se abre os braços à espera de um sim.
Pricipalmente dói quando não se consegue entender.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Trouble every day
Todas as noites ele tinha aqueles pesadelos terríveis. Havia sempre sangue, gritos e dor.
Esta noite sonhou que a amava, que não podia viver sem ela. Mas sentia-se também atormentado. Era assaltado por uma catadupa de pensamentos que lhe diziam que um dia ela iria deixá-lo irremediavelmente só e que iria sugá-lo até ao tutano.
Ficaria um farrapo humano sem forças para se erguer mas ainda viveria vários anos num estado vegetativo e com o cérebro completamente vazio.
Carregado de medos, quando ela apareceu no pesadelo, não teve duvidas que tinha de a matar.
Beijou-a violentamente, agarrou-a e gritou-lhe que ela seria para sempre sua. Rasgou-lhe as roupas, violou-a e por fim apunhalou-a.
Ficou a olhar para ela que se esvaía em sangue e chorou, chorou muito.
Esta noite sonhou que a amava, que não podia viver sem ela. Mas sentia-se também atormentado. Era assaltado por uma catadupa de pensamentos que lhe diziam que um dia ela iria deixá-lo irremediavelmente só e que iria sugá-lo até ao tutano.
Ficaria um farrapo humano sem forças para se erguer mas ainda viveria vários anos num estado vegetativo e com o cérebro completamente vazio.
Carregado de medos, quando ela apareceu no pesadelo, não teve duvidas que tinha de a matar.
Beijou-a violentamente, agarrou-a e gritou-lhe que ela seria para sempre sua. Rasgou-lhe as roupas, violou-a e por fim apunhalou-a.
Ficou a olhar para ela que se esvaía em sangue e chorou, chorou muito.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
So many ways
Antes os corações eram livres.
Antes o sol brilhava e os corações alegravam-se.
Antes os dias eram todos diferentes e os corações sonhavam.
Antes ouvia-se musica e os corações dançavam.
Antes a ingenuidade existia e os corações entregavam-se.
Antes lutava-se e os corações acreditavam.
Antes tudo parecia possível e os corações amavam.
Antes o sol brilhava e os corações alegravam-se.
Antes os dias eram todos diferentes e os corações sonhavam.
Antes ouvia-se musica e os corações dançavam.
Antes a ingenuidade existia e os corações entregavam-se.
Antes lutava-se e os corações acreditavam.
Antes tudo parecia possível e os corações amavam.
Subscrever:
Mensagens (Atom)