Tenho saudades de vestir aquele vestido preto de alças com flores brancas que só visto em casa porque está rasgado e queimado pelo ferro.
Tenho saudades de dançar descalça.
Tenho saudades do cheiro a mar e sal na minha pele.
Tenho saudades de sentir o calor.
Tenho saudades de me sentir apaixonada sem saber porquê.
domingo, 17 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Shake that devil I
O que tu me dás é nada. Fico com ele. O nada tenta fazer amizade com a solidão mas ela não lhe dá muita confiança. A solidão gosta de mim.
Vivemos os três na mesma casa. O nada disse-me que é tudo o que tu tens. Disse-me também para eu esperar e ter paciência. Depois decidiu trazer outro amigo para a minha casa. O vazio.
O vazio é insuportável. Corrói e tenta destruir o meu sonho, mesmo sabendo que é um sonho impossível.
Como também sei ficar invisível, o vazio cansou-se de me procurar e saiu da minha casa.
Quando regressei a casa, decidi pôr o nada numa encomenda e devolvê-lo ao remetente.
Assim, fiquei novamente eu e a solidão.
Vivemos os três na mesma casa. O nada disse-me que é tudo o que tu tens. Disse-me também para eu esperar e ter paciência. Depois decidiu trazer outro amigo para a minha casa. O vazio.
O vazio é insuportável. Corrói e tenta destruir o meu sonho, mesmo sabendo que é um sonho impossível.
Como também sei ficar invisível, o vazio cansou-se de me procurar e saiu da minha casa.
Quando regressei a casa, decidi pôr o nada numa encomenda e devolvê-lo ao remetente.
Assim, fiquei novamente eu e a solidão.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
E hoje é dia de...
Antony and the Johnsons - Epilepsy is dancing, Another world
Mais logo no Coliseu.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Back to the 80's
Quando eu era jovem e andava no liceu, lembro-me que os rapazes que faziam dezoito anos, só pensavam em tirar a carta de condução rapidamente.
A maior parte deles já sabia conduzir porque alguns pais já lhes emprestavam o carro para darem umas voltas ao quarteirão.
A partir do momento em que tinham a carta de condução parecia que tinham realizado um grande feito. Era uma grande alegria e sentiam-se mais adultos.
A conduzir afirmavam-se e sentiam que tinham o poder nas mãos.
Usavam esta proeza também para conquistar as raparigas.
Com elas ao lado no carro gostavam de acelerar e que elas dissessem:
- Não faças isso. Vai mais devagar.
Quando elas saíam do carro não havia nada como um bom arranque que fizesse bastante barulho.
A maior parte deles já sabia conduzir porque alguns pais já lhes emprestavam o carro para darem umas voltas ao quarteirão.
A partir do momento em que tinham a carta de condução parecia que tinham realizado um grande feito. Era uma grande alegria e sentiam-se mais adultos.
A conduzir afirmavam-se e sentiam que tinham o poder nas mãos.
Usavam esta proeza também para conquistar as raparigas.
Com elas ao lado no carro gostavam de acelerar e que elas dissessem:
- Não faças isso. Vai mais devagar.
Quando elas saíam do carro não havia nada como um bom arranque que fizesse bastante barulho.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Quem és tu?
De tempos a tempos viajamos na mesma carruagem do metro. Sempre na primeira carruagem, entre o Marquês e Picoas.
Ele fica sempre junto à porta e é o primeiro a sair. Normalmente fico sempre ao lado dele ou atrás.
É muito diferente da maioria das pessoas que conheço. Tem um ar bastante desprendido daquilo que todas as pessoas precisam de ter para viver.
Costuma trazer numa mão uma espécie de terço mas menor e com umas contas grandes.
Não sei nada dele. Mas quase sempre os nossos olhares se cruzam.
Hoje na curta viagem de metro, olhou para trás e os olhos dele fixaram os meus. Ficámos só a olhar sem nenhuma expressão nos rostos.
Pensei que não seria a primeira a desviar o olhar. Naquele momento pensei que aquele olhar estava a demorar uma eternidade. Acho que não sentimos nada. Quando o metro parou em Picoas, ele finalmente sorriu.
Virou-se logo que a porta abriu e foi o primeiro a sair e como das outras vezes subiu as escadas a correr. Subi calmamente e quando cheguei lá acima ainda consegui ver o cabelo dele a voar.
Ele fica sempre junto à porta e é o primeiro a sair. Normalmente fico sempre ao lado dele ou atrás.
É muito diferente da maioria das pessoas que conheço. Tem um ar bastante desprendido daquilo que todas as pessoas precisam de ter para viver.
Costuma trazer numa mão uma espécie de terço mas menor e com umas contas grandes.
Não sei nada dele. Mas quase sempre os nossos olhares se cruzam.
Hoje na curta viagem de metro, olhou para trás e os olhos dele fixaram os meus. Ficámos só a olhar sem nenhuma expressão nos rostos.
Pensei que não seria a primeira a desviar o olhar. Naquele momento pensei que aquele olhar estava a demorar uma eternidade. Acho que não sentimos nada. Quando o metro parou em Picoas, ele finalmente sorriu.
Virou-se logo que a porta abriu e foi o primeiro a sair e como das outras vezes subiu as escadas a correr. Subi calmamente e quando cheguei lá acima ainda consegui ver o cabelo dele a voar.
domingo, 10 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
ADN
- Sabes, fazes-me lembrar o pai, quando por exemplo te entusiasmas com alguma coisa ou quando ligas a alguém de quem gostas muito e pões uma musica a tocar para a outra pessoa ouvir ao mesmo tempo que tu.
- Tu também me fazes lembrar o pai, quando te ris muito e ficas com as lágrimas nos olhos.
- E tu também, quando gostas de dormir a sesta.
- E tu, quando de repente mudas de humor.
- Isso tu também. E ficas calada e sisuda.
- E já te aconteceu ires dar um passeio e estares relativamente longe de casa e só te apetece voltar?
- Sim, também já senti isso.
- És uma nabiça.
- És uma abécula.
- Tu também me fazes lembrar o pai, quando te ris muito e ficas com as lágrimas nos olhos.
- E tu também, quando gostas de dormir a sesta.
- E tu, quando de repente mudas de humor.
- Isso tu também. E ficas calada e sisuda.
- E já te aconteceu ires dar um passeio e estares relativamente longe de casa e só te apetece voltar?
- Sim, também já senti isso.
- És uma nabiça.
- És uma abécula.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Oub'lá
Tenho a certeza que se todas as pessoas ouvissem musica ou escrevessem ou fizessem amor ou tivessem qualquer actividade todos os dias que lhes desse prazer, haveria muito menos raiva acumulada dentro delas ou despejada injustamente noutras.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Sensações LXXVIII
As cenas mais engraçadas que me aconteceram hoje e quase de seguida com um intervalo de menos de um minuto entre as duas foram:
Um rapaz que passou por mim com uma t-shirt preta vestida que dizia: "Eu não sou o barbeiro do Paulo Bento".
Logo depois passou um senhor a falar ao telemóvel e dizia:
- Oh pá. Aquele vinho era assim. Se tivesses alguma doença aquilo matava tudo.
Um rapaz que passou por mim com uma t-shirt preta vestida que dizia: "Eu não sou o barbeiro do Paulo Bento".
Logo depois passou um senhor a falar ao telemóvel e dizia:
- Oh pá. Aquele vinho era assim. Se tivesses alguma doença aquilo matava tudo.
terça-feira, 5 de maio de 2009
E a alma?
O Constantino era um rapaz mestiço de pele clara e olhos verdes.
Estava à porta do restaurante. Olhou para elas e sorriu.
Começou a falar. Falava muito baixo. Disse-lhes que estava à espera da meia-noite. A essa hora, um empregado do restaurante prometeu dar-lhe comida.
Disse que tinha fome.
Contou-lhes que estava em Lisboa há 3 anos.
Disse que antes, na África do Sul teve algumas namoradas que tinham casa própria.
E sorriu.
Elas entraram no restaurante. Ele ficou à porta.
Elas saíram. Ele perguntou:
- Já comeste?
- Sim.
- Alimentaste o estômago e a alma?
- Só o estômago.
O Constantino disse que andava perdido e que precisava de uma mulher que o salvasse.
Disse que tinha fome.
Ela disse-lhe que não o podia salvar. Ofereceu-lhe uma sandes de presunto e a nota mais baixa.
Pensou que o Constantino era um rapaz corajoso e ela sentiu-se cobarde por dar apenas aquilo que não lhe faz falta.
Estava à porta do restaurante. Olhou para elas e sorriu.
Começou a falar. Falava muito baixo. Disse-lhes que estava à espera da meia-noite. A essa hora, um empregado do restaurante prometeu dar-lhe comida.
Disse que tinha fome.
Contou-lhes que estava em Lisboa há 3 anos.
Disse que antes, na África do Sul teve algumas namoradas que tinham casa própria.
E sorriu.
Elas entraram no restaurante. Ele ficou à porta.
Elas saíram. Ele perguntou:
- Já comeste?
- Sim.
- Alimentaste o estômago e a alma?
- Só o estômago.
O Constantino disse que andava perdido e que precisava de uma mulher que o salvasse.
Disse que tinha fome.
Ela disse-lhe que não o podia salvar. Ofereceu-lhe uma sandes de presunto e a nota mais baixa.
Pensou que o Constantino era um rapaz corajoso e ela sentiu-se cobarde por dar apenas aquilo que não lhe faz falta.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Obrigada Vasco Granja!

Um obrigada ao nosso querido amigo Vasco Granja, que animou as nossas vidas, as tardes de sábado com A pantera cor-de-rosa, Bugs Bunny, Duffy Duck, os filmes de animação de Leste e divulgou a BD em Portugal.
Foi sem dúvida, um grande senhor que nos ajudou a crescer e a sonhar.
domingo, 3 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Friday night
Hoje podíamos ser nós.
Hoje podia finalmente abraçar-te.
Hoje podia entender o que sinto.
Hoje não podia ser um mito.
Hoje não podia sentir raiva.
Hoje não podia imaginar-te triste.
Hoje fico só.
Hoje podia finalmente abraçar-te.
Hoje podia entender o que sinto.
Hoje não podia ser um mito.
Hoje não podia sentir raiva.
Hoje não podia imaginar-te triste.
Hoje fico só.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Vampiros
Lucram milhões.
Exploram, querem sugar-nos até ao tutano.
Despedem, reduzem salários, exigem mais trabalho, prazos curtos, trabalho fora de horário e não pagam.
Ameaçam, dizem que somos felizes por termos trabalho e desculpam-se com a crise.
O fosso é cada vez maior entre aqueles que trabalham e os que chulam.
Eles são o asco que se prolifera.
É necessária uma nova revolução.
Porque eles têm medo quando vêem um cravo em punho.
Exploram, querem sugar-nos até ao tutano.
Despedem, reduzem salários, exigem mais trabalho, prazos curtos, trabalho fora de horário e não pagam.
Ameaçam, dizem que somos felizes por termos trabalho e desculpam-se com a crise.
O fosso é cada vez maior entre aqueles que trabalham e os que chulam.
Eles são o asco que se prolifera.
É necessária uma nova revolução.
Porque eles têm medo quando vêem um cravo em punho.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Amazing grace
Estou a pensar em sair daqui.
Faz-me impressão estas pessoas cinzentas com um ar competente.
Já só penso em ti.
Tenho tanta vontade de ir buscar-te e abraçar-te.
Depois vamos para o nosso castelo.
Contamos as nossas histórias um ao outro e rimo-nos os dois.
Sempre leve, levas-me nos teus sonhos de muitas cores.
Fico contigo, sempre.
Faz-me impressão estas pessoas cinzentas com um ar competente.
Já só penso em ti.
Tenho tanta vontade de ir buscar-te e abraçar-te.
Depois vamos para o nosso castelo.
Contamos as nossas histórias um ao outro e rimo-nos os dois.
Sempre leve, levas-me nos teus sonhos de muitas cores.
Fico contigo, sempre.
sábado, 25 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Sensações LXXVI
quarta-feira, 22 de abril de 2009
The fallen
Pelos vistos os quarenta anos estão a trazer-me algumas mazelas. Que venham os quarenta e um.
terça-feira, 21 de abril de 2009
I was young when i left home
Adoro sótãos. A minha adolescência e juventude ficou ligada a um sótão.
Subia umas escadas bonitas de madeira. Em frente era o meu quarto. Do lado esquerdo era uma divisão pequena onde a minha mãe passava a roupa a ferro e costurava na máquina de costurar que lá estava.
Do lado direito era o sótão com as telhas e tínhamos de andar lá baixados. Esse sótão sempre teve algum mistério pelas coisas que estavam lá guardadas. Eram livros, cadernos, desenhos da escola primária, revistas antigas, postais, jogos, trapos, umas gaiolas de umas rolas que existiram em tempos e segredos e muito pó.
Uma mala cheia de cartas de amor que a minha mãe e o meu pai trocaram quando ele esteve na Guiné.
Será que o amor e muitos sonhos cabem dentro de uma mala?
O meu quarto era comprido, com uma alcatifa azul no chão e as paredes de corticite.
Ao fundo estava a cama de madeira clara de pinho. Mais ao meio estava a escrivaninha onde estudei muitos anos, que tinha prateleiras em cima com livros.
Do lado contrário estava um guarda-roupa e na extremidade contrária do quarto estavam dois sofás pequenos ( que a minha mãe chamava de senhorinhas), uma arca com enxoval oferecido pela avó e tias e uma mesa com o meu gira-discos.
Aí havia uma janela pequena que dava para o telhado e de onde podia avistar parte da cidade, o rio Mondego e a ponte.
Passei muito tempo neste quarto, em que me sentia independente e era o meu refúgio.
Lembro-me de muitas coisas. Muitas horas a estudar, a ler livros de aventuras, a ficar em pânico quando a minha irmã com três anos partiu a cabeça por ir a correr e bater com a cabeça na mesa-de-cabeceira.
Lembro-me de estar a estudar e haver um sismo e ver os bibelots nas prateleiras a abanar.
Lembro-me de ouvir muita música, escrever no meu diário, dançar um slow pela primeira vez com o meu melhor amigo de infância.
Lembro-me de querer ser crescida e adulta e do tempo passar muito devagar.
Lembro-me dos meus sonhos e revoltas de adolescente.
E acima de tudo, lembro-me de ter uma bonita família e ser feliz.
Subia umas escadas bonitas de madeira. Em frente era o meu quarto. Do lado esquerdo era uma divisão pequena onde a minha mãe passava a roupa a ferro e costurava na máquina de costurar que lá estava.
Do lado direito era o sótão com as telhas e tínhamos de andar lá baixados. Esse sótão sempre teve algum mistério pelas coisas que estavam lá guardadas. Eram livros, cadernos, desenhos da escola primária, revistas antigas, postais, jogos, trapos, umas gaiolas de umas rolas que existiram em tempos e segredos e muito pó.
Uma mala cheia de cartas de amor que a minha mãe e o meu pai trocaram quando ele esteve na Guiné.
Será que o amor e muitos sonhos cabem dentro de uma mala?
O meu quarto era comprido, com uma alcatifa azul no chão e as paredes de corticite.
Ao fundo estava a cama de madeira clara de pinho. Mais ao meio estava a escrivaninha onde estudei muitos anos, que tinha prateleiras em cima com livros.
Do lado contrário estava um guarda-roupa e na extremidade contrária do quarto estavam dois sofás pequenos ( que a minha mãe chamava de senhorinhas), uma arca com enxoval oferecido pela avó e tias e uma mesa com o meu gira-discos.
Aí havia uma janela pequena que dava para o telhado e de onde podia avistar parte da cidade, o rio Mondego e a ponte.
Passei muito tempo neste quarto, em que me sentia independente e era o meu refúgio.
Lembro-me de muitas coisas. Muitas horas a estudar, a ler livros de aventuras, a ficar em pânico quando a minha irmã com três anos partiu a cabeça por ir a correr e bater com a cabeça na mesa-de-cabeceira.
Lembro-me de estar a estudar e haver um sismo e ver os bibelots nas prateleiras a abanar.
Lembro-me de ouvir muita música, escrever no meu diário, dançar um slow pela primeira vez com o meu melhor amigo de infância.
Lembro-me de querer ser crescida e adulta e do tempo passar muito devagar.
Lembro-me dos meus sonhos e revoltas de adolescente.
E acima de tudo, lembro-me de ter uma bonita família e ser feliz.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
20 de Abril
Foste uma grande paixão.
Foste um grande amigo.
Eras moreno, cabelo e olhos escuros. Eras bonito.
Foste Lisboa, Coimbra, Covilhã, Évora.
Foste um bom arquitecto.
Foste um bom fotógrafo.
Olho para ti na fotografia cortada, com um véu de uma noiva no teu ombro.
Gostavas de vestir-te de preto.
Tento adivinhar o que pensavas naquele preciso momento.
Ficavas algumas vezes triste e perdido.
Ficavas sozinho.
Depois acompanhado.
Eras meu. Eras de tanta gente.
Estavas feliz e ficámos sós sem ti.
Foste um grande amigo.
Eras moreno, cabelo e olhos escuros. Eras bonito.
Foste Lisboa, Coimbra, Covilhã, Évora.
Foste um bom arquitecto.
Foste um bom fotógrafo.
Olho para ti na fotografia cortada, com um véu de uma noiva no teu ombro.
Gostavas de vestir-te de preto.
Tento adivinhar o que pensavas naquele preciso momento.
Ficavas algumas vezes triste e perdido.
Ficavas sozinho.
Depois acompanhado.
Eras meu. Eras de tanta gente.
Estavas feliz e ficámos sós sem ti.
domingo, 19 de abril de 2009
Dark was the night
O inferno não é só teu.
Deixa-me entrar nele e sentir o que sentes.
Não quero esperar sozinha. Quero ficar ao pé de ti.
Lentamente vais sair dele e vamos encontrar-nos novamente nas nuvens onde nos conhecemos há muito tempo.
Finalmente podes descansar lá comigo no meio das palavras e do silêncio que nos faz bem.
Depois posso adormecer ao teu lado a ouvir aquela música que te fez chegar até mim.
Deixa-me entrar nele e sentir o que sentes.
Não quero esperar sozinha. Quero ficar ao pé de ti.
Lentamente vais sair dele e vamos encontrar-nos novamente nas nuvens onde nos conhecemos há muito tempo.
Finalmente podes descansar lá comigo no meio das palavras e do silêncio que nos faz bem.
Depois posso adormecer ao teu lado a ouvir aquela música que te fez chegar até mim.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Small talk for dirty listeners
- O meu colega aqui do lado passa-se com os Gb de música que tenho.
É incrível quando vejo que há pessoas que passam a maior parte do tempo sem ouvir música.
Não faz parte da vida deles.
- É porque não têm vida própria. É total e completamente impossível viver sem música. Tudo é música.
- É triste. Não entendo.
Para mim esta música rebenta a escala.
- Até uma máquina de lavar roupa a trabalhar me serve para começar a fazer uma melodia por cima da cadência do tambor da máquina a girar, ora para a direita, ora para a esquerda.
Eles é que não sabem que não passam sem música.
- E na centrifugação?
- A dos National
- Sim. Gosto de todos os sons desta música. E logo do inicio "I know you're a serious lady".
- Sai em 2010 o novo álbum deles
- É?
- Mas espero que eles toquem músicas novas no Sudoeste e mais músicas do Sad songs for dirty lovers.
- Sim, era muito bom. Esse álbum é tão bom
- Alias, vou berrar bue Available que só vi uma vez em Paredes.
A centrifugação é o final, é como se fosse uma bateria em alto speed até a música terminar.
É o mosh.
É incrível quando vejo que há pessoas que passam a maior parte do tempo sem ouvir música.
Não faz parte da vida deles.
- É porque não têm vida própria. É total e completamente impossível viver sem música. Tudo é música.
- É triste. Não entendo.
Para mim esta música rebenta a escala.
- Até uma máquina de lavar roupa a trabalhar me serve para começar a fazer uma melodia por cima da cadência do tambor da máquina a girar, ora para a direita, ora para a esquerda.
Eles é que não sabem que não passam sem música.
- E na centrifugação?
- A dos National
- Sim. Gosto de todos os sons desta música. E logo do inicio "I know you're a serious lady".
- Sai em 2010 o novo álbum deles
- É?
- Mas espero que eles toquem músicas novas no Sudoeste e mais músicas do Sad songs for dirty lovers.
- Sim, era muito bom. Esse álbum é tão bom
- Alias, vou berrar bue Available que só vi uma vez em Paredes.
A centrifugação é o final, é como se fosse uma bateria em alto speed até a música terminar.
É o mosh.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Destila ódio
Sente-se deveras lixado por ela não lhe ligar. Aliás ninguém imagina a raiva que sente por tal rejeição. Já foi há tanto tempo que ela lhe disse que podiam ser apenas amigos. Mas ele não queria a amizade dela. Ele é daqueles homens muito machos que não vê as mulheres como amigas. Jamais pensou ter uma amiga.
Fica revoltado por imaginar que ela é feliz sem ele. Fica deveras despeitado e nunca lhe perdoou o facto de ela não o querer da forma que ele deseja.
Já pensou em seguir todos os passos que ela dá, armar-se em detective e saber tudo o que ela faz.
Já teve tanta vontade de agarrá-la e prendê-la e dizer-lhe:
- Agora és minha!
A maior raiva que sente é consigo próprio por ser tão cobarde. Todos os dias envia-lhe cartas anónimas a insultá-la. No início ela lia as cartas dele. Sentia-se magoada com as palavras que lia e nem imaginava porque alguém poderia sentir tanta raiva por ela.
Depois deixou de abrir as cartas. Rasga-as sem ler.
Mas afinal o que é que isto interessa?
E ela responde:
- Nada.
Fica revoltado por imaginar que ela é feliz sem ele. Fica deveras despeitado e nunca lhe perdoou o facto de ela não o querer da forma que ele deseja.
Já pensou em seguir todos os passos que ela dá, armar-se em detective e saber tudo o que ela faz.
Já teve tanta vontade de agarrá-la e prendê-la e dizer-lhe:
- Agora és minha!
A maior raiva que sente é consigo próprio por ser tão cobarde. Todos os dias envia-lhe cartas anónimas a insultá-la. No início ela lia as cartas dele. Sentia-se magoada com as palavras que lia e nem imaginava porque alguém poderia sentir tanta raiva por ela.
Depois deixou de abrir as cartas. Rasga-as sem ler.
Mas afinal o que é que isto interessa?
E ela responde:
- Nada.
terça-feira, 14 de abril de 2009
For those...
Existe um pequeno grupo de pessoas de quem eu gosto muito. Elas fazem-me aprender todos os dias.
São pessoas fortes e nem sabem disso. Vejo-as todos os dias na minha vida. Sinto as suas tristezas e alegrias.
São sem duvida pessoas especiais para mim.
Nem sempre estou perto delas. Mas sei que existem.
Obrigada.
São pessoas fortes e nem sabem disso. Vejo-as todos os dias na minha vida. Sinto as suas tristezas e alegrias.
São sem duvida pessoas especiais para mim.
Nem sempre estou perto delas. Mas sei que existem.
Obrigada.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Primavera de destroços
Como todas as pessoas, já tomei decisões importantes ao longo da minha vida.
Houve duas que mais me marcaram talvez por terem sido as mais complicadas.
Nesses momentos existiram sempre dois caminhos entre os quais tive de escolher.
Numa delas, decidi pelo caminho mais fácil. Mais tarde percebi que não foi a decisão acertada e ainda hoje tenho de viver com essa consequência.
Na outra, optei pelo caminho mais difícil e com mais pontos de interrogação. Uma decisão que destruiu tudo aquilo em que eu acreditava mas que depois me libertou.
Penso que a melhor decisão, é quase sempre o caminho mais difícil, que nos tira um bocado de nós e mais tarde nos dá a paz.
Houve duas que mais me marcaram talvez por terem sido as mais complicadas.
Nesses momentos existiram sempre dois caminhos entre os quais tive de escolher.
Numa delas, decidi pelo caminho mais fácil. Mais tarde percebi que não foi a decisão acertada e ainda hoje tenho de viver com essa consequência.
Na outra, optei pelo caminho mais difícil e com mais pontos de interrogação. Uma decisão que destruiu tudo aquilo em que eu acreditava mas que depois me libertou.
Penso que a melhor decisão, é quase sempre o caminho mais difícil, que nos tira um bocado de nós e mais tarde nos dá a paz.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



