quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Sit down by the fire
Sabes como é ouvir uma música que te desarma?
Sabes como é ler palavras que te levam assim para um sítio onde te sentes muito bem?
Sabes como é perigoso quando isto acontece?
Sabes como é ler palavras que te levam assim para um sítio onde te sentes muito bem?
Sabes como é perigoso quando isto acontece?
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Dream on I
Ele estava à porta do prédio onde trabalha.
Ela chegou. Tinha umas botas pretas de salto alto. Assim não ficava mais baixa que ele.
Parou em frente a ele e pôs os braços à volta do pescoço dele.
Ele olhou para os lábios dela. Ela olhou para os lábios dele.
Ficaram assim estáticos durante vários segundos.
Até que os lábios se aproximaram e beijaram-se.
Eu continuei a fumar o meu cigarro e comecei a sonhar.
Ela chegou. Tinha umas botas pretas de salto alto. Assim não ficava mais baixa que ele.
Parou em frente a ele e pôs os braços à volta do pescoço dele.
Ele olhou para os lábios dela. Ela olhou para os lábios dele.
Ficaram assim estáticos durante vários segundos.
Até que os lábios se aproximaram e beijaram-se.
Eu continuei a fumar o meu cigarro e comecei a sonhar.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Better man
Sou impaciente mas também sei esperar.
Queres que espere?
Só se me mostrares o teu eu.
Só se eu sentir o teu olhar transparente.
Só se deixares de jogar.
Só se desejares o mesmo que eu.
Só se me encontrares.
Queres fugir ou ficar?
Queres que espere?
Só se me mostrares o teu eu.
Só se eu sentir o teu olhar transparente.
Só se deixares de jogar.
Só se desejares o mesmo que eu.
Só se me encontrares.
Queres fugir ou ficar?
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
O regresso de Tindersticks
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Bela Lugosi's dead
- Estou a pensar seriamente em ser uma gótica.
- Ahahaha. Porquê?
- Depois de ir algumas vezes a uma discoteca de góticos, sinto que é uma forma de estar na vida que me cativa e que me faz aproximar.
Aliás nunca fui nada na vida. Nunca tive qualquer estilo a vestir. Passados 41 anos descobri que gostava de ser gótica.
Gosto de os ver dançar. São mais livres e autênticos. Estão mesmo na deles.
Gosto da musica e ainda tenho muito para conhecer. E claro que gosto do lado triste e sombrio.
Agora só me falta comprar roupa e calçado.
- Ahahaha. Porquê?
- Depois de ir algumas vezes a uma discoteca de góticos, sinto que é uma forma de estar na vida que me cativa e que me faz aproximar.
Aliás nunca fui nada na vida. Nunca tive qualquer estilo a vestir. Passados 41 anos descobri que gostava de ser gótica.
Gosto de os ver dançar. São mais livres e autênticos. Estão mesmo na deles.
Gosto da musica e ainda tenho muito para conhecer. E claro que gosto do lado triste e sombrio.
Agora só me falta comprar roupa e calçado.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Is anything wrong
Gosto de me misturar no meio das pessoas.
Gosto de passar despercebida.
Gosto de pertencer ao povo.
Gosto de ser ninguém.
Tudo o resto me parece ridículo e vazio.
Gosto de passar despercebida.
Gosto de pertencer ao povo.
Gosto de ser ninguém.
Tudo o resto me parece ridículo e vazio.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Never let me go
Um dia amou. Depois perdeu.
Tem saudades da vida que teve.
Outro dia viu-se encadeado em centenas de palavras.
Desejou, acreditou, imaginou.
Foi corajoso e quis ver.
Não chegou a ver.
Teve medo. Desacreditou.
Voltou a colocar a pedra pesada e dura no lugar das emoções.
Correu, correu muito e fugiu.
Tem saudades da vida que teve.
Outro dia viu-se encadeado em centenas de palavras.
Desejou, acreditou, imaginou.
Foi corajoso e quis ver.
Não chegou a ver.
Teve medo. Desacreditou.
Voltou a colocar a pedra pesada e dura no lugar das emoções.
Correu, correu muito e fugiu.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Sensações XCII
Naked eyes - Always something there to remind me
Desde sábado que ando com esta musica na cabeça...
domingo, 13 de dezembro de 2009
Acreditar em fadas
Gosto das pessoas que têm qualquer coisa de Peter Pan.
Gosto do sonho, do entusiasmo, do querer, da irreverência, do acreditar.
Gosto do sonho, do entusiasmo, do querer, da irreverência, do acreditar.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Undressed
Ele já estava na cama. Ela julgava que ele já dormia.
Despiu-se lentamente de costas voltadas para ele.
Pensava que não sabia o que fazer com o desejo que sentia a percorrer-lhe o corpo.
Desnudada, voltou-se e entrou na cama.
Naquele momento viu que ele olhava para ela.
Sorriu e encostou-se a ele. Ofereceu-lhe o corpo sem medo.
Sentiu o olhar dele a penetrar o seu prazer.
Não disseram uma palavra e adormeceram.
Despiu-se lentamente de costas voltadas para ele.
Pensava que não sabia o que fazer com o desejo que sentia a percorrer-lhe o corpo.
Desnudada, voltou-se e entrou na cama.
Naquele momento viu que ele olhava para ela.
Sorriu e encostou-se a ele. Ofereceu-lhe o corpo sem medo.
Sentiu o olhar dele a penetrar o seu prazer.
Não disseram uma palavra e adormeceram.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Ces petits riens II
Preciso das tuas palavras e da tua voz para equilibrar os meus dias. É a mesma distância que me esmagava que agora nos une. As nossas solidões coexistem no silêncio. A saudade instala-se e quer mais. Mas deseja-o de uma forma serena que só os anos sabem entender.
Não sei se existe um nome para isto. Sei que é bom. E talvez o segredo esteja na distância que já não nos separa.
Não sei se existe um nome para isto. Sei que é bom. E talvez o segredo esteja na distância que já não nos separa.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Bad
Faz-me impressão vê-la sofrer e desejar o que não pode ter. Apaixonou-se por um olhar ou um sorriso ou talvez meia duzia de palavras.
Racionalmente não se devia apaixonar por alguém que não conhece. Agora vive naquele estado de sofrimento de um “amor” impossivel e não correspondido.
Mais grave que isso, é alimentar uma esperança inconsciente que espera que algo aconteça que se cruze com o sonho ou ilusão que criou sozinha.
Acredita, é ridiculo. Por isso já não me apaixono. O máximo que consigo fazer é entusiasmar-me durante umas horas e depois passa.
Racionalmente não se devia apaixonar por alguém que não conhece. Agora vive naquele estado de sofrimento de um “amor” impossivel e não correspondido.
Mais grave que isso, é alimentar uma esperança inconsciente que espera que algo aconteça que se cruze com o sonho ou ilusão que criou sozinha.
Acredita, é ridiculo. Por isso já não me apaixono. O máximo que consigo fazer é entusiasmar-me durante umas horas e depois passa.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Where do you go
Cansas-me quando falas tanto.
Cansas-me quando usas uma máscara e não dizes o que te vai no coração.
Cansas-me quando te vejo a ocupares tanto os teus dias.
Cansas-me quando insistes em estar cego.
Cansas-me quando finges que vives.
Cansas-me quando te sentes o melhor.
Cansas-me quando não és tu.
Cansas-me quando usas uma máscara e não dizes o que te vai no coração.
Cansas-me quando te vejo a ocupares tanto os teus dias.
Cansas-me quando insistes em estar cego.
Cansas-me quando finges que vives.
Cansas-me quando te sentes o melhor.
Cansas-me quando não és tu.
domingo, 29 de novembro de 2009
Hope there's someone
Disse-me agora que chegou à tua casa. Visualizei o hall de entrada, os quartos até chegar ao meu, aquele que tu escolheste para dormir nos últimos anos. Tenho a certeza que ainda dói.
Abri a janela à meia-noite e quarenta e ouvi um pássaro a cantar.
Entrei aqui e estava outro visitante para além de mim.
Às vezes sinto que continuas presente. Aqui.
Abri a janela à meia-noite e quarenta e ouvi um pássaro a cantar.
Entrei aqui e estava outro visitante para além de mim.
Às vezes sinto que continuas presente. Aqui.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
A porcaria I
Não me conformo com as vidas vazias, as palavras ocas, os sorrisos fingidos, o tempo perdido com o inútil, a falta de respeito, a normalidade, o querer que asfixia, os traumas por resolver, a futilidade, a beleza falsa e o egoísmo.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
Mr. November
Podia fitar durante horas o rosto daquele homem. Sentado no bar, imóvel fumava um cigarro e olhava a multidão. Parecia alheio e desinteressado e nunca se mexia ao som da música. Por trás daquele olhar era evidente um ar de louco que atrai algumas mulheres. Tinha aquela idade incerta de homem amadurecido. E acima de tudo queria passar despercebido.
Era urgente sair dali para nunca mais o encontrar.
Era urgente sair dali para nunca mais o encontrar.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Gingão gingão
O Zé Manel prepara-se para sair de casa. Sai todas as noites. É um homem solitário.
Toma banho e perfuma-se bem. Gosta de deixar o seu rasto perfumado pelas ruas de Lisboa. Veste sempre uma camisa preta e aquelas botas bicudas que tanto gosta.
Olha bem para o espelho, sorri e sai de casa.
Vai jantar sempre à mesma tasca. Come, bebe vinho e olha para a televisão. Na realidade ele nem vê nada porque só pensa na noite que se aproxima.
Dirige-se para o bar onde costuma ir todos as noites. Entra e pede uma imperial. Fica voltado para a porta a ver as pessoas a entrarem. O seu olhar vai para as raparigas. Bonitas e feias, olha para elas bem de frente com aquele olhar penetrante e sedutor.
Por vezes, quando alguma passa perto ele diz-lhes um piropo quase ao ouvido.
Elas nem olham para ele ou então riem-se e afastam-se.
Nessa noite, naquele mesmo bar viu entrar uma rapariga de cabelo preto brilhante e olhos verdes. Logo naquele momento apaixonou-se e pensou que ela era a mulher da sua vida. Saiu do bar e comprou uma rosa a um indiano. Chegou ao pé dela e enquanto lhe estendia a rosa, disse-lhe:
- Eu sou o Zé Manel. Fica comigo. Eu sou teu.
Ela olhou para ele, agarrou na rosa, bateu-lhe com ela na cabeça e disse-lhe:
- Jamais queria ter uma coisa assim. Já te viste ao espelho?
Ele ficou desolado e confuso.
Não entende bem as mulheres e as suas reacções. Desde sempre que a sua mãe lhe diz:
- Zé Manel, meu querido filho és tão bonito.
O Zé Manel volta sempre para casa sozinho mas nunca perde a esperança e na noite seguinte pensa sempre:
Esta noite é que é.
Toma banho e perfuma-se bem. Gosta de deixar o seu rasto perfumado pelas ruas de Lisboa. Veste sempre uma camisa preta e aquelas botas bicudas que tanto gosta.
Olha bem para o espelho, sorri e sai de casa.
Vai jantar sempre à mesma tasca. Come, bebe vinho e olha para a televisão. Na realidade ele nem vê nada porque só pensa na noite que se aproxima.
Dirige-se para o bar onde costuma ir todos as noites. Entra e pede uma imperial. Fica voltado para a porta a ver as pessoas a entrarem. O seu olhar vai para as raparigas. Bonitas e feias, olha para elas bem de frente com aquele olhar penetrante e sedutor.
Por vezes, quando alguma passa perto ele diz-lhes um piropo quase ao ouvido.
Elas nem olham para ele ou então riem-se e afastam-se.
Nessa noite, naquele mesmo bar viu entrar uma rapariga de cabelo preto brilhante e olhos verdes. Logo naquele momento apaixonou-se e pensou que ela era a mulher da sua vida. Saiu do bar e comprou uma rosa a um indiano. Chegou ao pé dela e enquanto lhe estendia a rosa, disse-lhe:
- Eu sou o Zé Manel. Fica comigo. Eu sou teu.
Ela olhou para ele, agarrou na rosa, bateu-lhe com ela na cabeça e disse-lhe:
- Jamais queria ter uma coisa assim. Já te viste ao espelho?
Ele ficou desolado e confuso.
Não entende bem as mulheres e as suas reacções. Desde sempre que a sua mãe lhe diz:
- Zé Manel, meu querido filho és tão bonito.
O Zé Manel volta sempre para casa sozinho mas nunca perde a esperança e na noite seguinte pensa sempre:
Esta noite é que é.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Canção da revolta
É o desemprego
E o trabalho precário
É um sossego
Do poder autoritário.
Os ossos do povo, chupam
Vivemos numa exploração
Existem os que lutam
E pensam na revolução.
São uns chupistas
Que só querem enfardar
São uns vigaristas
E só sabem aldrabar.
Não podemos continuar
A pactuar e permitir
Temos de tumultuar
E não deixar repetir.
Estas rimas são de revolta
Num Portugal em desgraça
É preciso uma reviravolta
Para arrancar esta mordaça.
E o trabalho precário
É um sossego
Do poder autoritário.
Os ossos do povo, chupam
Vivemos numa exploração
Existem os que lutam
E pensam na revolução.
São uns chupistas
Que só querem enfardar
São uns vigaristas
E só sabem aldrabar.
Não podemos continuar
A pactuar e permitir
Temos de tumultuar
E não deixar repetir.
Estas rimas são de revolta
Num Portugal em desgraça
É preciso uma reviravolta
Para arrancar esta mordaça.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
It's no good
- Não entendo porque te encantaste.
- Pois, na altura era tão óbvio e agora depois de vários meses volvidos, ao ler o que ele tem escrito, sinto que ele já não é a mesma pessoa.
- Claro que é a mesma pessoa. Mas tu estavas cega.
- Só falta dizeres que me avisaste. Eu sei que as pessoas que estão de fora vêem melhor.
- Sim, pensa-se mais claramente e racionalmente.
- Gostava de entender afinal quem foi a pessoa que eu conheci.
- É esta, a que vês agora.
- Pois, na altura era tão óbvio e agora depois de vários meses volvidos, ao ler o que ele tem escrito, sinto que ele já não é a mesma pessoa.
- Claro que é a mesma pessoa. Mas tu estavas cega.
- Só falta dizeres que me avisaste. Eu sei que as pessoas que estão de fora vêem melhor.
- Sim, pensa-se mais claramente e racionalmente.
- Gostava de entender afinal quem foi a pessoa que eu conheci.
- É esta, a que vês agora.
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Pleased to meet you
Estive a pensar que várias pessoas conhecem-me de formas diferentes.
Umas conhecem o meu lado sério, outras conhecem lado mais divertido, outras o meu lado mais chato, ou o mais triste, ou o mais obscuro, ou o mais íntimo, ou o mais meigo, ou o mais atrevido.
Sou todas elas e sou sempre eu.
Umas conhecem o meu lado sério, outras conhecem lado mais divertido, outras o meu lado mais chato, ou o mais triste, ou o mais obscuro, ou o mais íntimo, ou o mais meigo, ou o mais atrevido.
Sou todas elas e sou sempre eu.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Sensações LXXXIX
Hoje quando regressava de metro ao fim da tarde, sentei-me à frente de dois rapazes com os seus dezoito anos que iam a planear a noite e um engate de miúdas.
Devo ter esboçado um sorriso e um deles disse:
- Esta senhora ouviu a nossa conversa e deve estar a pensar que a nossa juventude está perdida.
E eu respondi:
- A vossa juventude não está perdida e parece que se debate com os mesmos problemas da minha juventude.
Eles riram-se e eu fiquei a ouvir o eco na minha cabeça da palavra senhora.
Devo ter esboçado um sorriso e um deles disse:
- Esta senhora ouviu a nossa conversa e deve estar a pensar que a nossa juventude está perdida.
E eu respondi:
- A vossa juventude não está perdida e parece que se debate com os mesmos problemas da minha juventude.
Eles riram-se e eu fiquei a ouvir o eco na minha cabeça da palavra senhora.
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