A embriaguez leva-te por um caminho maravilhoso em que tudo está bem.
Não queres acordar no domingo de manhã.
Prolongas o sono.
Começas a acordar lentamente.
Na tua cabeça os pensamentos começam a processar-se a uma velocidade alucinante.
Ninguém imagina esses teus pensamentos obscuros.
Por fim acordas e estás sozinho.
Estás sozinho porque queres ser diferente.
Estás sozinho porque lutas por seguir o teu caminho.
Estás sozinho por acreditares que a vida não faz sentido se estiveres acompanhado sem sentir.
Estás sozinho porque tudo o que tem acontecido é uma ilusão.
Estás sozinho porque já amaste uma vez.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Novelos de paixão
- Estou tão contente. Encontrei a mulher da minha vida.
- Não quero desmoralizar-te mas gostava de ter contado as vezes que já me dissestes isso.
- Nada nem ninguém vai convencer-me do contrário.
- Mas tu não a conheces só há duas semanas?
- Sim. Mas ela tem tudo o que eu sempre desejei.
- Estás encantado mas não tens argumentos credíveis para afirmares uma coisa dessas. Estás fascinado com a beleza exterior dela. Tenho a certeza que ela tem outras qualidades, mas não a conheces. Nem ela a ti. Aliás, quando ela te conhecer….
- Lá estás tu. Parece que queres estragar tudo.
- Eu já passei por isso. Estás naquele estado aparvalhado. Provavelmente isso não passa de uma atracção física e não deve durar mais que nove semanas e meia.
- PORRA! CALA-TE! ELA É A MULHER DA MINHA VIDA! TENHO A CERTEZA!
- Depois eu não vou dizer: Avisei-te.
- Lalalalalalalalalalala. Já não estou a ouvir nada do que tu dizes.
- Não quero desmoralizar-te mas gostava de ter contado as vezes que já me dissestes isso.
- Nada nem ninguém vai convencer-me do contrário.
- Mas tu não a conheces só há duas semanas?
- Sim. Mas ela tem tudo o que eu sempre desejei.
- Estás encantado mas não tens argumentos credíveis para afirmares uma coisa dessas. Estás fascinado com a beleza exterior dela. Tenho a certeza que ela tem outras qualidades, mas não a conheces. Nem ela a ti. Aliás, quando ela te conhecer….
- Lá estás tu. Parece que queres estragar tudo.
- Eu já passei por isso. Estás naquele estado aparvalhado. Provavelmente isso não passa de uma atracção física e não deve durar mais que nove semanas e meia.
- PORRA! CALA-TE! ELA É A MULHER DA MINHA VIDA! TENHO A CERTEZA!
- Depois eu não vou dizer: Avisei-te.
- Lalalalalalalalalalala. Já não estou a ouvir nada do que tu dizes.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Para ti
Hoje é o teu dia e dedico-te esta música.
Lembras-te? Adoravas e eu também.
Nessa altura desejámos que o tempo passasse mais depressa. Queríamos mais.
E foi tão bom, aquele verão. Todos os reencontros.
Não sei se haverá mais, mas jamais vou esquecer-te.
Guardo comigo as memórias, as cartas, postais, fotografias e as musicas que ouvi contigo.
Guardo a areia da praia, a estrela cadente, os desejos realizados e os nossos sonhos.
Durutti Column - Tomorrow
Lembras-te? Adoravas e eu também.
Nessa altura desejámos que o tempo passasse mais depressa. Queríamos mais.
E foi tão bom, aquele verão. Todos os reencontros.
Não sei se haverá mais, mas jamais vou esquecer-te.
Guardo comigo as memórias, as cartas, postais, fotografias e as musicas que ouvi contigo.
Guardo a areia da praia, a estrela cadente, os desejos realizados e os nossos sonhos.
Durutti Column - Tomorrow
segunda-feira, 19 de abril de 2010
The leavers dance
Olhei para a porta.
Depois esqueci.
Entrei num sonho e voei dali.
Dancei como se não o fizesse há muito tempo.
Dancei contigo e comigo.
Olhei para as pessoas de quem gosto.
Sorrimos e dançámos.
Sempre.
Conheci uma ilha onde desejei viver.
Dançámos.
Cheguei a casa e acordei do sonho.
Adormeci.
Depois esqueci.
Entrei num sonho e voei dali.
Dancei como se não o fizesse há muito tempo.
Dancei contigo e comigo.
Olhei para as pessoas de quem gosto.
Sorrimos e dançámos.
Sempre.
Conheci uma ilha onde desejei viver.
Dançámos.
Cheguei a casa e acordei do sonho.
Adormeci.
sábado, 17 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
A porcaria II
Eles querem ser ricos.
Querem ter uma casa e um carro muito melhores.
Sonham com o luxo.
Vivem da beleza aparente.
Encharcam-se em perfumes.
Pensam em roupa e sapatos.
Utilizam vocabulário fútil.
Andam de uma forma emproada.
Emitem opiniões idiotas sobre tudo o que os rodeia.
Gostam de viver sem pensar.
Vivem numa mentira até morrerem.
Depois o mundo ficará mais limpo.
Querem ter uma casa e um carro muito melhores.
Sonham com o luxo.
Vivem da beleza aparente.
Encharcam-se em perfumes.
Pensam em roupa e sapatos.
Utilizam vocabulário fútil.
Andam de uma forma emproada.
Emitem opiniões idiotas sobre tudo o que os rodeia.
Gostam de viver sem pensar.
Vivem numa mentira até morrerem.
Depois o mundo ficará mais limpo.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
É um jogo
É um jogo virtual, cheio de palavras ocas de solidão, piadas vazias e elogios podres.
É um jogo inútil e decadente.
É um jogo para os que querem esconder-se da vida.
É um jogo inútil e decadente.
É um jogo para os que querem esconder-se da vida.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Veados com fome I
- Achas mesmo que estes gajos que te falei só querem comer-me?
- Não acho. Tenho a certeza.
- Oh pá! Mas eu já sou carne velha e alguns deles estão na casa dos vinte e trinta anos.
- Mas ainda não percebeste que isso é um fetiche deles?
- Comer uma quarentona? Porquê?
- Porque acham que com uma quarentona é bom e que aprendem alguma coisa.
- Que parvoíce.
- São parvos mas alguns não descansam enquanto não experimentam.
- Sim e há aqueles directos mas depois existem os outros que fazem aproximações subtis. É muito comum pegarem pelos gostos musicais idênticos ou porque dizem que gostam dos disparates que eu escrevo.
- Claro, esses acham-se muito espertos e dão-te musica. Não podes acreditar em nenhum homem. Deves ser sempre tu a controlar tudo. E desconfia sempre deles.
- Pois, mas também me aborrece controlar sempre. E detesto gajos indecisos e que nunca tomam uma atitude.
- Sim, esses deixam-se levar. Porque tu também podes aceitar o que eles querem.
- Sim, se me apetecer posso.
- E nesse caso, tens de ter cuidado com esses que nunca decidem nada e que te fazem pensar que és tu que controlas a situação quando no fundo são eles que te estão a induzir a isso.
- Mas eu não sou parva e sei ver se isso acontecer.
- Mas nunca te esqueças. A regra número um é: Nunca te apaixones por um gajo que só quer comer-te.
- Não acho. Tenho a certeza.
- Oh pá! Mas eu já sou carne velha e alguns deles estão na casa dos vinte e trinta anos.
- Mas ainda não percebeste que isso é um fetiche deles?
- Comer uma quarentona? Porquê?
- Porque acham que com uma quarentona é bom e que aprendem alguma coisa.
- Que parvoíce.
- São parvos mas alguns não descansam enquanto não experimentam.
- Sim e há aqueles directos mas depois existem os outros que fazem aproximações subtis. É muito comum pegarem pelos gostos musicais idênticos ou porque dizem que gostam dos disparates que eu escrevo.
- Claro, esses acham-se muito espertos e dão-te musica. Não podes acreditar em nenhum homem. Deves ser sempre tu a controlar tudo. E desconfia sempre deles.
- Pois, mas também me aborrece controlar sempre. E detesto gajos indecisos e que nunca tomam uma atitude.
- Sim, esses deixam-se levar. Porque tu também podes aceitar o que eles querem.
- Sim, se me apetecer posso.
- E nesse caso, tens de ter cuidado com esses que nunca decidem nada e que te fazem pensar que és tu que controlas a situação quando no fundo são eles que te estão a induzir a isso.
- Mas eu não sou parva e sei ver se isso acontecer.
- Mas nunca te esqueças. A regra número um é: Nunca te apaixones por um gajo que só quer comer-te.
terça-feira, 13 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
That's not my name
The Ting Tings - That's not my name
É incrível, mas com várias horas de antecedência já sei que vai apetecer-me dançar esta música e outras mais. E já agora, chamo-me Susana.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Secret meeting
Estavam ambos ébrios. Nessa altura nada importava.
Faziam simplesmente aquilo que lhes apetecia.
Ficavam perversos, perdiam a timidez e entravam na madrugada.
O cansaço não os impedia de viverem todos os minutos.
Parecia sempre a primeira vez e nunca a ultima.
Faziam simplesmente aquilo que lhes apetecia.
Ficavam perversos, perdiam a timidez e entravam na madrugada.
O cansaço não os impedia de viverem todos os minutos.
Parecia sempre a primeira vez e nunca a ultima.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Veados com fome
Não sei como eles sabem que voltei a ser livre.
A verdade é que vários atacam ao mesmo tempo, sedentos de fome.
Garanto que não serei presa de nenhum.
A verdade é que vários atacam ao mesmo tempo, sedentos de fome.
Garanto que não serei presa de nenhum.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Ignorance is bliss
É um pateta alegre. Um cobarde. Foge da realidade.
Acha que deve divertir-se e nunca pensar no rumo que a sua vida levou e as razões que o levam a seguir em frente sem nunca olhar para trás.
Nunca aprende nada com os seus actos nem entende porque as pessoas se afastam dele.
Ri-se sozinho das suas próprias piadas.
Inventou uma vida de mentira e vive nela de uma forma egoísta embora ache que ajuda os que o rodeiam com as suas palavras que considera muito sábias.
No fim das frases costuma dizer muitas vezes: Tenho dito.
As pessoas que o conhecem já desistiram de lhe explicar que ele vive num engano.
Acham que ele é um parvo que quer levar a vida a rir.
E ele assim continua, a achar que é feliz assim.
Acha que deve divertir-se e nunca pensar no rumo que a sua vida levou e as razões que o levam a seguir em frente sem nunca olhar para trás.
Nunca aprende nada com os seus actos nem entende porque as pessoas se afastam dele.
Ri-se sozinho das suas próprias piadas.
Inventou uma vida de mentira e vive nela de uma forma egoísta embora ache que ajuda os que o rodeiam com as suas palavras que considera muito sábias.
No fim das frases costuma dizer muitas vezes: Tenho dito.
As pessoas que o conhecem já desistiram de lhe explicar que ele vive num engano.
Acham que ele é um parvo que quer levar a vida a rir.
E ele assim continua, a achar que é feliz assim.
terça-feira, 6 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Everybody hurts
Hoje não saiu do trabalho com o passo apressado.
Andou calmamente e olhou para o céu azul e a luz bonita que invadia Lisboa.
Continuou a andar devagar enquanto fumava um cigarro e nem se importou de perder o metro que tinha acabado de arrancar.
Queria estar mesmo assim a aproveitar o facto de estar sozinha e ficar consigo mesma.
Pensou no mail que tinha enviado há umas semanas para uma das pessoas que mais ama em que lhe enviava uma música alegre.
Pensou na resposta dessa pessoa que lhe disse que não queria músicas para a animar e que não valia a pena esconder o sol com a peneira ou enterrar a cabeça na areia.
Depois pensou que outra pessoa de quem gosta muito, escreveu que fica triste quando pensa em todos os dias que esteve triste.
Pensou ainda noutra pessoa de quem gosta muito e que ontem lhe aqueceu a alma.
Sim, andava triste porque cometeu mais um erro e custa admitir que voltou a cometer o mesmo erro.
Caiu depois de ter levantado voo e ter voado alto demais.
Mas sabia que esta tristeza que sentia e que lhe deixava os olhos tristes e molhados era desnecessária e inútil. Restava apenas aprender desta vez.
Tem uma certeza. Gosta de viver.
Espera, mas espera mesmo não voltar a esquecer-se desta lição.
Andou calmamente e olhou para o céu azul e a luz bonita que invadia Lisboa.
Continuou a andar devagar enquanto fumava um cigarro e nem se importou de perder o metro que tinha acabado de arrancar.
Queria estar mesmo assim a aproveitar o facto de estar sozinha e ficar consigo mesma.
Pensou no mail que tinha enviado há umas semanas para uma das pessoas que mais ama em que lhe enviava uma música alegre.
Pensou na resposta dessa pessoa que lhe disse que não queria músicas para a animar e que não valia a pena esconder o sol com a peneira ou enterrar a cabeça na areia.
Depois pensou que outra pessoa de quem gosta muito, escreveu que fica triste quando pensa em todos os dias que esteve triste.
Pensou ainda noutra pessoa de quem gosta muito e que ontem lhe aqueceu a alma.
Sim, andava triste porque cometeu mais um erro e custa admitir que voltou a cometer o mesmo erro.
Caiu depois de ter levantado voo e ter voado alto demais.
Mas sabia que esta tristeza que sentia e que lhe deixava os olhos tristes e molhados era desnecessária e inútil. Restava apenas aprender desta vez.
Tem uma certeza. Gosta de viver.
Espera, mas espera mesmo não voltar a esquecer-se desta lição.
domingo, 4 de abril de 2010
Sunday morning
Existem sentimentos, cumplicidades e sensações que não passam com o tempo.
Caminham connosco ao longo da vida e nunca se perdem.
Sempre.
Caminham connosco ao longo da vida e nunca se perdem.
Sempre.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Home
Penso no tempo que perdi com desejos e pensamentos inúteis.
Penso nas pessoas que fazem parte da minha vida.
Penso em tudo o que me dão.
Penso no que realmente é importante.
Penso que nada mais interessa.
Penso nas pessoas que fazem parte da minha vida.
Penso em tudo o que me dão.
Penso no que realmente é importante.
Penso que nada mais interessa.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Oub'lá que tás a fazer? Quero é que te vás foder
É com alguma frequência que me cruzo com espécimes com um ego super exaltado.
Pessoas que se julgam muito mais especiais e melhores que os outros.
Normalmente a cegueira em que estão imbuídos não lhes permite ver com clareza.
Induzem-me ao vómito, estes carapaus de corrida.
Folgo assistir ao empolamento destes seres até um dia o seu egotismo rebentar e nada restar.
Pessoas que se julgam muito mais especiais e melhores que os outros.
Normalmente a cegueira em que estão imbuídos não lhes permite ver com clareza.
Induzem-me ao vómito, estes carapaus de corrida.
Folgo assistir ao empolamento destes seres até um dia o seu egotismo rebentar e nada restar.
terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
How fucking romantic II
Ainda éramos crianças. O meu quarto era no sótão.
Naquela tarde decidi abrir a porta ao lado do meu quarto e explorar o que lá existia.
Entrámos os dois e tínhamos de baixar-nos para não batermos com as cabeças nas telhas.
Ali estavam guardadas coisas antigas cheias de pó.
Olhámos para uma mala velha misteriosa e abrimos a mesma.
Lá dentro estavam mais de uma centena de cartas escritas nos anos sessenta.
Eram cartas cheias de sonhos, desejos, promessas, saudades, esperança e muito amor.
Acho que foi o primeiro contacto que tivemos com o amor entre um homem e uma mulher.
Cartas de amor…
Naquela tarde decidi abrir a porta ao lado do meu quarto e explorar o que lá existia.
Entrámos os dois e tínhamos de baixar-nos para não batermos com as cabeças nas telhas.
Ali estavam guardadas coisas antigas cheias de pó.
Olhámos para uma mala velha misteriosa e abrimos a mesma.
Lá dentro estavam mais de uma centena de cartas escritas nos anos sessenta.
Eram cartas cheias de sonhos, desejos, promessas, saudades, esperança e muito amor.
Acho que foi o primeiro contacto que tivemos com o amor entre um homem e uma mulher.
Cartas de amor…
sexta-feira, 26 de março de 2010
Só para matar o tempo
A D. Olinda tem setenta e dois anos. Vive sozinha no rés do chão de um prédio com o seu gato capado Rom Rom.
É uma parteira reformada. Trabalhou a vida toda na Maternidade Alfredo da Costa e ajudou a nascer uma parte da população de Lisboa.
A D. Olinda nunca casou nem teve filhos. Foi uma moça bonita cheia de pretendentes mas nunca lhes ligou porque na verdade nunca conseguiu amar nenhum.
Todas as manhãs, depois de acordar, a D. Olinda toma o pequeno-almoço, põe-se bonita, pinta os lábios e sai de casa.
Vai passear pela Estrada de Benfica onde bebe um café, compra o pão na padaria e às vezes passa também pela mercearia.
Pára sempre nas Modas Coelho para ver a montra. Gosta mesmo daquelas roupas de senhora em tons de roxo ou lilás. Por vezes perde a cabeça e compra uma saia ou camisola nesses tons.
Volta para casa e começa a fazer o seu almoço. Depois de almoço, vai regar as plantas que estão no hall da entrada do prédio e fala com elas. Diz-lhes muitas vezes:
- Coitadinhas das minhas meninas. Se eu não tratar de vocês mais ninguém o faz.
Volta para casa e senta-se no sofá a ver o programa da Julia Pinheiro ou então põe um disco do António Calvário. Gosta em particular das musicas Chorona em que imagina como teria sido a sua vida se um dia tivesse amado ou a Mocidade em que recorda os tempos em que foi jovem.
Às quatro e meia da tarde volta a pintar os lábios e sai de casa para ir à missa das cinco na Igreja de Benfica. Gosta de ir com algum tempo de antecedência para arranjar um bom lugar lá à frente para poder ver bem o padre novo que acha muito engraçado.
Reza e canta e sai sempre da missa muito contente. Volta para casa e pensa o que há-de fazer para o jantar. Toma banho. Gosta de tomar o seu banho diário ao fim da tarde.
A seguir veste o seu pijama e o robe. Faz o jantar e janta cedo.
Lava a loiça e senta-se no sofá a ver o telejornal. O gato Rom Rom depois de comer os restos do jantar enrosca-se no colo dela.
Depois é a hora da telenovela da tvi. Nessa altura a D. Olinda gosta de comer três bombons de chocolate. Os seus olhos começam a piscar e por fim adormece.
Normalmente acorda umas duas horas depois e arrasta o seu corpo em direcção ao quarto.
O gato Rom Rom segue-a, pula para a cama e deita-se aos seus pés.
É uma parteira reformada. Trabalhou a vida toda na Maternidade Alfredo da Costa e ajudou a nascer uma parte da população de Lisboa.
A D. Olinda nunca casou nem teve filhos. Foi uma moça bonita cheia de pretendentes mas nunca lhes ligou porque na verdade nunca conseguiu amar nenhum.
Todas as manhãs, depois de acordar, a D. Olinda toma o pequeno-almoço, põe-se bonita, pinta os lábios e sai de casa.
Vai passear pela Estrada de Benfica onde bebe um café, compra o pão na padaria e às vezes passa também pela mercearia.
Pára sempre nas Modas Coelho para ver a montra. Gosta mesmo daquelas roupas de senhora em tons de roxo ou lilás. Por vezes perde a cabeça e compra uma saia ou camisola nesses tons.
Volta para casa e começa a fazer o seu almoço. Depois de almoço, vai regar as plantas que estão no hall da entrada do prédio e fala com elas. Diz-lhes muitas vezes:
- Coitadinhas das minhas meninas. Se eu não tratar de vocês mais ninguém o faz.
Volta para casa e senta-se no sofá a ver o programa da Julia Pinheiro ou então põe um disco do António Calvário. Gosta em particular das musicas Chorona em que imagina como teria sido a sua vida se um dia tivesse amado ou a Mocidade em que recorda os tempos em que foi jovem.
Às quatro e meia da tarde volta a pintar os lábios e sai de casa para ir à missa das cinco na Igreja de Benfica. Gosta de ir com algum tempo de antecedência para arranjar um bom lugar lá à frente para poder ver bem o padre novo que acha muito engraçado.
Reza e canta e sai sempre da missa muito contente. Volta para casa e pensa o que há-de fazer para o jantar. Toma banho. Gosta de tomar o seu banho diário ao fim da tarde.
A seguir veste o seu pijama e o robe. Faz o jantar e janta cedo.
Lava a loiça e senta-se no sofá a ver o telejornal. O gato Rom Rom depois de comer os restos do jantar enrosca-se no colo dela.
Depois é a hora da telenovela da tvi. Nessa altura a D. Olinda gosta de comer três bombons de chocolate. Os seus olhos começam a piscar e por fim adormece.
Normalmente acorda umas duas horas depois e arrasta o seu corpo em direcção ao quarto.
O gato Rom Rom segue-a, pula para a cama e deita-se aos seus pés.
quinta-feira, 25 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Un jour comme un autre
Às oito horas e cinco minutos da manhã, mais coisa menos coisa, depois de tomar o pequeno-almoço e beber um café vou à janela e fumo o meu primeiro cigarro do dia.
Vejo-o passar na rua. É bastante magro, moreno, não é alto e tem barba. Leva sempre um saco ao ombro que leva um portátil com o qual há-de trabalhar.
Vai sempre a fumar um cigarro.
Às vinte e duas horas e vinte minutos da noite, mais coisa menos coisa, vou à janela fumar o penúltimo cigarro do dia.
Vejo-o passar na rua. Traz o saco ao ombro com o portátil com que trabalhou. Traz um ou dois sacos de supermercado na mão.
E vem sempre a fumar um cigarro.
Vejo-o passar na rua. É bastante magro, moreno, não é alto e tem barba. Leva sempre um saco ao ombro que leva um portátil com o qual há-de trabalhar.
Vai sempre a fumar um cigarro.
Às vinte e duas horas e vinte minutos da noite, mais coisa menos coisa, vou à janela fumar o penúltimo cigarro do dia.
Vejo-o passar na rua. Traz o saco ao ombro com o portátil com que trabalhou. Traz um ou dois sacos de supermercado na mão.
E vem sempre a fumar um cigarro.
domingo, 21 de março de 2010
Ontem à noite foi assim...
The Road
Decidi ver este filme. Porque gosto de bons filmes. E filmes fortes.
Mas este filme deve ser visto com cuidado principalmente para aqueles que são mães e pais.
sábado, 20 de março de 2010
The not knowing is easy
O coração e a cabeça.
A impulsividade e a razão.
As dúvidas e o medo.
O querer e o desistir.
O agarrar e o deixar.
A idade e a juventude.
O acreditar e o perder.
O sonhar e o saber.
O desejar e a dor.
O avançar e o recuar.
O decidir e o arrepender.
A força e o cansaço.
Ficar.
A impulsividade e a razão.
As dúvidas e o medo.
O querer e o desistir.
O agarrar e o deixar.
A idade e a juventude.
O acreditar e o perder.
O sonhar e o saber.
O desejar e a dor.
O avançar e o recuar.
O decidir e o arrepender.
A força e o cansaço.
Ficar.
sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
The things we did and we didn't do
Era tão bom se as palavras não fossem mal interpretadas.
Era tão bom se entendessemos sempre o seu significado.
Era tão bom se as palavras ou a sua ausência não magoassem.
Era tão bom que as palavras escritas fossem faladas.
Era tão bom ver os olhos a quem se dirigem as palavras.
Era tão bom não precisar das palavras.
Era tão bom se entendessemos sempre o seu significado.
Era tão bom se as palavras ou a sua ausência não magoassem.
Era tão bom que as palavras escritas fossem faladas.
Era tão bom ver os olhos a quem se dirigem as palavras.
Era tão bom não precisar das palavras.
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