domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Sensações CLXVI
Cheap Trick - I want you to want me
Não sei bem porquê mas tenho andado com esta musica nos ouvidos...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
We walk
Entrei no elevador que ia descer depois de dois colegas de trabalho que só conheço de vista por trabalharmos no mesmo open space. Um deles carregou no botão do menos um. Fui a primeira a sair e dirigi-me à máquina de café para depois sair para a rua e ir para o espaço de fumadores. Eles os dois ficaram atrás de mim.
Tirei o café e ouvi um deles a perguntar ao outro:
- Queres café?
- Não. E tu?
- Também não.
- Então o que estamos aqui a fazer?
- Não sei.
Dirigiram-se para a rua e eu também.
Noutro dia a mãe de um colega da escola do meu filho perguntou-me o que eu fazia profissionalmente.
Eu disse que trabalhava na área de informática e ela respondeu-me que achava que os informáticos eram malucos.
Acho que concordo com ela.
Tirei o café e ouvi um deles a perguntar ao outro:
- Queres café?
- Não. E tu?
- Também não.
- Então o que estamos aqui a fazer?
- Não sei.
Dirigiram-se para a rua e eu também.
Noutro dia a mãe de um colega da escola do meu filho perguntou-me o que eu fazia profissionalmente.
Eu disse que trabalhava na área de informática e ela respondeu-me que achava que os informáticos eram malucos.
Acho que concordo com ela.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Losing my religion
Não sente saudades minhas.
Não sente qualquer tipo de desejo.
Não sente a distância.
Traçou um caminho por onde decidiu seguir.
Decidiu a sua vida e nada nem ninguém o fará mudar de ideias.
Vestiu um colete à prova de sentimentos.
Não deseja nem pretende ser desejado.
Não corre riscos.
A sua vida é metódica e organizada.
Nada escapa ao seu controle.
É um ser humano racional.
Não sente qualquer tipo de desejo.
Não sente a distância.
Traçou um caminho por onde decidiu seguir.
Decidiu a sua vida e nada nem ninguém o fará mudar de ideias.
Vestiu um colete à prova de sentimentos.
Não deseja nem pretende ser desejado.
Não corre riscos.
A sua vida é metódica e organizada.
Nada escapa ao seu controle.
É um ser humano racional.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Papillon I
Há noites imprevisíveis em que tudo o que foi planeado sai ao contrário.
É bom quando no rádio começa a tocar uma musica de The National.
E de repente acontecem coincidências surpreendentes.
Depois pode acontecer que no dia seguinte as coincidências pareçam normais e que já não nos lembremos como foi que tudo aconteceu.
É bom quando não sabemos quase nada do outro.
É bom quando sentimos que a vida é bonita e quase tudo acontece por acaso.
É bom quando no rádio começa a tocar uma musica de The National.
E de repente acontecem coincidências surpreendentes.
Depois pode acontecer que no dia seguinte as coincidências pareçam normais e que já não nos lembremos como foi que tudo aconteceu.
É bom quando não sabemos quase nada do outro.
É bom quando sentimos que a vida é bonita e quase tudo acontece por acaso.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
A vida sempre tem razão e a gente também. Eu sei lá!!!
Esta semana encontrei um texto guardado no disco do meu computador. Um texto que já não me lembrava que possuía. Também não sei quem foi o autor. Mas gostei tanto de relê-lo que me apeteceu publicar aqui. Peço desculpa ao autor mas é bonito demais para ficar esquecido.Obrigada!
“Quero mudar de cidade.
Mudar para mim.
Sim, penso que é isso mesmo, sair de casa, abandonar estas ruas que conheço de cor, ter minha vida, ter alguém. SER!
Ainda assim, apesar da luz, do deslumbre deste brilho, apesar da tranquilidade das rotinas diárias, dos cantos que sei de cor, das calçadas, das vielas, das ruas que conheço desde menino, sair desta cidade que gosto, que me mima em cada recanto, que ainda me embala, é encarar o futuro, encarar-me, sentir os meus limites, conhecê-los.
Misturar-me por aí numa cidade, uma qualquer dessas cidades cosmopolitas, virada para esta orla meridional, perto do mediterrâneo, onde o anonimato garante a felicidade única de nos tornarmos transparentes, omniscientes, omnipresentes, pairar com a alma por ali, em cada interstício, cada viela, cada rua e avenida, sem ser vistos, no meio da mole humana, por entre uma multidão que desconheça...
Casinha simples, talvez até apartamento, luminoso, banhado por uma luz mediterrânica, meridional, talvez com sobrado, que pintarei de branco imaculado, o meu céu, onde andarei, despido, adejarei...
Não preciso de piscina, talvez uma grande banheira antiga, talvez apenas uma tomada de água numa parede, coisa simples, que me limpe as agonias, que me lave os pecados, que me deixe a alma como ela era...como quase é! Que me faça sentir na pele as gotas como bátegas de chuva, que me acaricie o corpo, que me abrace num longo enleio tépido no inverno, fresco nas cálidas noites de verão.
Talvez, um apartamento lá no alto, de um prédio pequeno, que disponha de uma varanda generosa, ou melhor ainda, um simpático terraço, que será o meu jardim, para eu poder apanhar chuva quando quiser ou mesmo um banho de mangueira. Qualquer sítio onde possa ter hortelã, rosmaninho, salsa... pouco mais que um canteiro ou dois, onde na primavera eu veja flores de todas as cores, e lhes possa dizer olá pela manhã. Adormecer por entre as velas à noite, velando por um amanhã sereno.
Terei um cão, um digno sucessor deste amigo incondicional de hoje, talvez com um nome de algum personagem dos desenhos animados que eu via na infância, algo que me recorde a ingenuidade da minha infância longa, já que fui menino velho talvez agora me torne um velho menino..
Levarei talvez os meus cd's, os meus vídeos, ainda os discos de vinil, manterei o meu gira-discos, as estantes vão continuar anarquicamente cheias. De memórias, de pó, de vida e até de livros inclusive, muitos, infinitos, muito mais dos que agora convivem comigo nesta existência que se arrasta... muitos, tantos que não sei se lerei, na íntegra, sequer metade, mas vou ficar feliz em tê-los lá, de vê-los sempre e poder sentir-me completo e cercada de palavras. Falarei com eles, trocaremos argumentos, cumplicidades, sorrisos e esgares, discussões inférteis, argumentos, réplicas e tréplicas, adormeceremos juntos, acordaremos com o hálito seco de tanto falar em silêncio.
Sofás antigos e, no entanto, confortáveis, antigos, fundos e fofos. Usados, gastos e funcionais... anatomicamente estudados pelos anos de sonhos, de sono, de envolvência subtil, de amizade, de protecção, daquela que só os sofás sabem dar. Cobertores e mantas vão coabitar por ali com as almofadas, sem pedir licença… Amigos, sempre amigos, nos sofás, sempre...sempre... Sempre!
No centro uma mesa ampla, gasta, de madeira gasta, com os sulcos da experiência de grandes reuniões gastronómicas, de degustação de vinhos velhos, de água ciosa de ser bebida... na sede do culminar de uma longa jornada, de decisões de vida.
Na mesa pão, pão escuro, com côdea dura lambida pelo fogo a lenha, aberto à mão, à espera do queijo.
Nas janelas só um tule, quase névoa de tão fino, esvoaçante sem cor de tão vaporoso, quase se vai adivinhar... só se sentindo a sua carícia ao passar... como o ar.
No frigorífico não quero cerveja, apenas chá gelado com limão. Duas taças bem grandes de champanhe talvez... algum vinho, vegetais e pouco mais que a existência permita.
À volta da mesa quero cadeiras, com história todas elas, pois claro, umas velhas, outras novas, que arranjarei por aí… uma de cabaret, outra império, uma gaivota, uma de três pés, uma de balanço… sei lá!
Uma colecção de havaianas que vão estar sempre espalhadas pela casa, por baixo na cama, do sofá. Eu vou andar afinal sempre descalço. Os móveis de madeira vão ser brancos, usados e velhos. Alguns vão ser orientais com as cores originais. Uma viola, porque eu vou continuar com a promessa de um dia aprender tocar e também porque sempre haverá alguém para a tocar.
Até quando pensar que não quero gente em casa ela terá gente. Algumas pessoas terão a chave, virão quando quiserem e quando não quiserem também.
Quero a minha vida de volta, agora estou a vê-la, bem longe, quase impossível de retomar. Estarei a desistir!?
Também já não consigo saber se ela vai demorar a voltar, essa vida, a minha, que conquistei, se regressará. Alguém disse-me recentemente que a vida sempre volta, nunca demora, e que não contrariarei a minha natureza.
Este ano está quase a acabar, para o ano será outro, 2009, sou quase abstémio, preciso de amigos para beber, será que terei mais bebidas e menos amores efémeros!?. Talvez já terei um ou uns amores, eles não precisam começar exactamente agora, provavelmente já os tenho, já os sinto. Ela deve estar lá na Ásia, quem sabe na Oceânia... Um dia chegará sem avisar. E se quiser pode ficar, pode estar aqui também comigo, partilhar.
Uma amiga minha dizia-me que sempre acreditou que só existisse um amor, o amor da nossa vida, mas que nunca se havia enganado tanto… que não, há muitos amores na nossa vida!
Dizia que não era assim tão fácil amar de forma pura, incondicional, perdida entre o céu e a terra e o mar. Que afinal não há tantos amores. Apenas os nossos, que nos completam, que nos fazem crescer. Um no sul, pelo sol, um na Suíça talvez pelo frio, um algures na América do Sul pela raça, um aqui bem ao lado, em Espanha, eles estão por aí.
Eu dizia que tinha uns por aqui, uns tão perto dos outros. Tão longe que não os conheço mais...
Em algumas épocas, um desses amores, dói-me mais que os outros, mas às vezes depois torna-se o que menos dói.
A mesma amiga repetia-me «Todo o amor só é bem grande se for triste, deixa doer». E, eu deixo. Até choro, sempre que me dá vontade, não me poupo. Às vezes até me forço ao choro, leio coisas antigas que escrevi, vejo fotos, entro na nostalgia, na melancolia, mas não me abandono… porque preciso de viver. Mesmo assim vasculho vazios para não perder quem já foi um dia, um mês, uma vida. Quero ter presente todas as pessoas até ao último instante, tenho medo de me perder pelo meio do caminho, até mesmo o que doeu. Quero recordar. Até mesmo, e até mais o que dói. Essas são as nossas certezas na vida, o contacto com a realidade.
Afinal, talvez não mude de cidade, Lisboa serve, tenho a luz, o casario e uma multidão que desconheço… vou explorar os recantos de Lisboa, as colinas, o porto, os bairros, o castelo.
Misturar-me por ai!
A vida sempre tem razão, e a gente também. Eu sei lá!!!”
Autor desconhecido (que gostava que aparecesse)
“Quero mudar de cidade.
Mudar para mim.
Sim, penso que é isso mesmo, sair de casa, abandonar estas ruas que conheço de cor, ter minha vida, ter alguém. SER!
Ainda assim, apesar da luz, do deslumbre deste brilho, apesar da tranquilidade das rotinas diárias, dos cantos que sei de cor, das calçadas, das vielas, das ruas que conheço desde menino, sair desta cidade que gosto, que me mima em cada recanto, que ainda me embala, é encarar o futuro, encarar-me, sentir os meus limites, conhecê-los.
Misturar-me por aí numa cidade, uma qualquer dessas cidades cosmopolitas, virada para esta orla meridional, perto do mediterrâneo, onde o anonimato garante a felicidade única de nos tornarmos transparentes, omniscientes, omnipresentes, pairar com a alma por ali, em cada interstício, cada viela, cada rua e avenida, sem ser vistos, no meio da mole humana, por entre uma multidão que desconheça...
Casinha simples, talvez até apartamento, luminoso, banhado por uma luz mediterrânica, meridional, talvez com sobrado, que pintarei de branco imaculado, o meu céu, onde andarei, despido, adejarei...
Não preciso de piscina, talvez uma grande banheira antiga, talvez apenas uma tomada de água numa parede, coisa simples, que me limpe as agonias, que me lave os pecados, que me deixe a alma como ela era...como quase é! Que me faça sentir na pele as gotas como bátegas de chuva, que me acaricie o corpo, que me abrace num longo enleio tépido no inverno, fresco nas cálidas noites de verão.
Talvez, um apartamento lá no alto, de um prédio pequeno, que disponha de uma varanda generosa, ou melhor ainda, um simpático terraço, que será o meu jardim, para eu poder apanhar chuva quando quiser ou mesmo um banho de mangueira. Qualquer sítio onde possa ter hortelã, rosmaninho, salsa... pouco mais que um canteiro ou dois, onde na primavera eu veja flores de todas as cores, e lhes possa dizer olá pela manhã. Adormecer por entre as velas à noite, velando por um amanhã sereno.
Terei um cão, um digno sucessor deste amigo incondicional de hoje, talvez com um nome de algum personagem dos desenhos animados que eu via na infância, algo que me recorde a ingenuidade da minha infância longa, já que fui menino velho talvez agora me torne um velho menino..
Levarei talvez os meus cd's, os meus vídeos, ainda os discos de vinil, manterei o meu gira-discos, as estantes vão continuar anarquicamente cheias. De memórias, de pó, de vida e até de livros inclusive, muitos, infinitos, muito mais dos que agora convivem comigo nesta existência que se arrasta... muitos, tantos que não sei se lerei, na íntegra, sequer metade, mas vou ficar feliz em tê-los lá, de vê-los sempre e poder sentir-me completo e cercada de palavras. Falarei com eles, trocaremos argumentos, cumplicidades, sorrisos e esgares, discussões inférteis, argumentos, réplicas e tréplicas, adormeceremos juntos, acordaremos com o hálito seco de tanto falar em silêncio.
Sofás antigos e, no entanto, confortáveis, antigos, fundos e fofos. Usados, gastos e funcionais... anatomicamente estudados pelos anos de sonhos, de sono, de envolvência subtil, de amizade, de protecção, daquela que só os sofás sabem dar. Cobertores e mantas vão coabitar por ali com as almofadas, sem pedir licença… Amigos, sempre amigos, nos sofás, sempre...sempre... Sempre!
No centro uma mesa ampla, gasta, de madeira gasta, com os sulcos da experiência de grandes reuniões gastronómicas, de degustação de vinhos velhos, de água ciosa de ser bebida... na sede do culminar de uma longa jornada, de decisões de vida.
Na mesa pão, pão escuro, com côdea dura lambida pelo fogo a lenha, aberto à mão, à espera do queijo.
Nas janelas só um tule, quase névoa de tão fino, esvoaçante sem cor de tão vaporoso, quase se vai adivinhar... só se sentindo a sua carícia ao passar... como o ar.
No frigorífico não quero cerveja, apenas chá gelado com limão. Duas taças bem grandes de champanhe talvez... algum vinho, vegetais e pouco mais que a existência permita.
À volta da mesa quero cadeiras, com história todas elas, pois claro, umas velhas, outras novas, que arranjarei por aí… uma de cabaret, outra império, uma gaivota, uma de três pés, uma de balanço… sei lá!
Uma colecção de havaianas que vão estar sempre espalhadas pela casa, por baixo na cama, do sofá. Eu vou andar afinal sempre descalço. Os móveis de madeira vão ser brancos, usados e velhos. Alguns vão ser orientais com as cores originais. Uma viola, porque eu vou continuar com a promessa de um dia aprender tocar e também porque sempre haverá alguém para a tocar.
Até quando pensar que não quero gente em casa ela terá gente. Algumas pessoas terão a chave, virão quando quiserem e quando não quiserem também.
Quero a minha vida de volta, agora estou a vê-la, bem longe, quase impossível de retomar. Estarei a desistir!?
Também já não consigo saber se ela vai demorar a voltar, essa vida, a minha, que conquistei, se regressará. Alguém disse-me recentemente que a vida sempre volta, nunca demora, e que não contrariarei a minha natureza.
Este ano está quase a acabar, para o ano será outro, 2009, sou quase abstémio, preciso de amigos para beber, será que terei mais bebidas e menos amores efémeros!?. Talvez já terei um ou uns amores, eles não precisam começar exactamente agora, provavelmente já os tenho, já os sinto. Ela deve estar lá na Ásia, quem sabe na Oceânia... Um dia chegará sem avisar. E se quiser pode ficar, pode estar aqui também comigo, partilhar.
Uma amiga minha dizia-me que sempre acreditou que só existisse um amor, o amor da nossa vida, mas que nunca se havia enganado tanto… que não, há muitos amores na nossa vida!
Dizia que não era assim tão fácil amar de forma pura, incondicional, perdida entre o céu e a terra e o mar. Que afinal não há tantos amores. Apenas os nossos, que nos completam, que nos fazem crescer. Um no sul, pelo sol, um na Suíça talvez pelo frio, um algures na América do Sul pela raça, um aqui bem ao lado, em Espanha, eles estão por aí.
Eu dizia que tinha uns por aqui, uns tão perto dos outros. Tão longe que não os conheço mais...
Em algumas épocas, um desses amores, dói-me mais que os outros, mas às vezes depois torna-se o que menos dói.
A mesma amiga repetia-me «Todo o amor só é bem grande se for triste, deixa doer». E, eu deixo. Até choro, sempre que me dá vontade, não me poupo. Às vezes até me forço ao choro, leio coisas antigas que escrevi, vejo fotos, entro na nostalgia, na melancolia, mas não me abandono… porque preciso de viver. Mesmo assim vasculho vazios para não perder quem já foi um dia, um mês, uma vida. Quero ter presente todas as pessoas até ao último instante, tenho medo de me perder pelo meio do caminho, até mesmo o que doeu. Quero recordar. Até mesmo, e até mais o que dói. Essas são as nossas certezas na vida, o contacto com a realidade.
Afinal, talvez não mude de cidade, Lisboa serve, tenho a luz, o casario e uma multidão que desconheço… vou explorar os recantos de Lisboa, as colinas, o porto, os bairros, o castelo.
Misturar-me por ai!
A vida sempre tem razão, e a gente também. Eu sei lá!!!”
Autor desconhecido (que gostava que aparecesse)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Without you i'm nothing
Ainda não tinha usado neste inverno aquela echarpe com vários tons de castanho.
Um dia na semana passada decidiu usá-la.
Quando saiu do carro e caminhava sentiu o cheiro que vinha da echarpe.
Sentiu o cheiro dele. Era tão bom.
Nesse momento várias imagens assolaram a sua cabeça.
Depois pensou que aquele cheiro não podia ser o dele uma vez que ele nunca tinha usado aquela echarpe.
Percebeu que o cheiro que sempre associava a ele era o seu próprio perfume.
Voltou a cheirar a echarpe e a teve a certeza que até aquele momento só tinha cheirado o seu perfume na pele dele.
Um dia na semana passada decidiu usá-la.
Quando saiu do carro e caminhava sentiu o cheiro que vinha da echarpe.
Sentiu o cheiro dele. Era tão bom.
Nesse momento várias imagens assolaram a sua cabeça.
Depois pensou que aquele cheiro não podia ser o dele uma vez que ele nunca tinha usado aquela echarpe.
Percebeu que o cheiro que sempre associava a ele era o seu próprio perfume.
Voltou a cheirar a echarpe e a teve a certeza que até aquele momento só tinha cheirado o seu perfume na pele dele.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Time is running out III
Sim, às vezes imagino-te na tua solidão.
As horas dos dias de sol que passas a dormir e as noites brancas em que ouves o silêncio.
E as perguntas sem respostas que pairam na tua cabeça.
E o tempo que queres matar sem saber o que fazer.
Às vezes o teu coração dói muito e não entendes porque estás sempre a perder.
É tudo tão passageiro na tua vida.
Gostavas tanto de estar mais perto.
Gostavas de ficar e não podes.
Sais de casa para conseguir respirar.
Está frio e caminhas na ponte de madeira em direcção ao mar.
Sentes o frio e deixas de sentir a tristeza.
Olhas para o mar e vês como é imenso.
A dimensão do mar faz esquecer-te por instantes o tamanho da tua dor.
As horas dos dias de sol que passas a dormir e as noites brancas em que ouves o silêncio.
E as perguntas sem respostas que pairam na tua cabeça.
E o tempo que queres matar sem saber o que fazer.
Às vezes o teu coração dói muito e não entendes porque estás sempre a perder.
É tudo tão passageiro na tua vida.
Gostavas tanto de estar mais perto.
Gostavas de ficar e não podes.
Sais de casa para conseguir respirar.
Está frio e caminhas na ponte de madeira em direcção ao mar.
Sentes o frio e deixas de sentir a tristeza.
Olhas para o mar e vês como é imenso.
A dimensão do mar faz esquecer-te por instantes o tamanho da tua dor.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Shine on I
Poucos homens encantaram-na verdadeiramente.
Mas quando isso acontece, a realidade e a imaginação misturam-se.
Por mais que tente prender a sua imaginação, esta é mais forte e consegue ultrapassar todas as barreiras.
São dias e noites, cheios de pensamentos e sonhos onde não existem impossíveis.
Nessa altura consegue dar tudo o que não sabia que possuía.
Os sentimentos transbordam e fica numa explosão eminente.
Nesses momentos, só a música consegue entendê-la.
Mas quando isso acontece, a realidade e a imaginação misturam-se.
Por mais que tente prender a sua imaginação, esta é mais forte e consegue ultrapassar todas as barreiras.
São dias e noites, cheios de pensamentos e sonhos onde não existem impossíveis.
Nessa altura consegue dar tudo o que não sabia que possuía.
Os sentimentos transbordam e fica numa explosão eminente.
Nesses momentos, só a música consegue entendê-la.
sábado, 29 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Oub'lá III
Quando vou fumar um cigarro ao espaço para fumadores costumo observar as pessoas que trabalham na mesma empresa que eu.
Alguns, eles e elas, sentem-se pessoas importantes por trabalharem aqui. Algumas vestem-se como se fossem para uma festa daquelas que aparecem nas revistas cor-de-rosa.
Às vezes tenho a impressão que eles sentem que estão a brincar aos gestores.
Nesses momentos, sinto que não pertenço a este meio onde as aparências contam muito.
Gosto quando aparece a rapariga gótica e a rapariga junkie que destoam no meio daquele ambiente de pessoas superficiais e presunçosas.
Alguns, eles e elas, sentem-se pessoas importantes por trabalharem aqui. Algumas vestem-se como se fossem para uma festa daquelas que aparecem nas revistas cor-de-rosa.
Às vezes tenho a impressão que eles sentem que estão a brincar aos gestores.
Nesses momentos, sinto que não pertenço a este meio onde as aparências contam muito.
Gosto quando aparece a rapariga gótica e a rapariga junkie que destoam no meio daquele ambiente de pessoas superficiais e presunçosas.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Sometime around midnight IV
Ela estava irrequieta.
Ele colocou a sua mão aberta por cima do peito dela e pressionou.
Ela acalmou e entregou-se.
Ele deu-lhe tudo sem pedir nada em troca.
Ela fugiu da sua própria tempestade e abrigou-se nele.
Ele desenhou-lhe o corpo com os dedos.
Ela tornou-se num esboço que espera.
E só quer vê-lo.
Quer vê-lo.
Ele colocou a sua mão aberta por cima do peito dela e pressionou.
Ela acalmou e entregou-se.
Ele deu-lhe tudo sem pedir nada em troca.
Ela fugiu da sua própria tempestade e abrigou-se nele.
Ele desenhou-lhe o corpo com os dedos.
Ela tornou-se num esboço que espera.
E só quer vê-lo.
Quer vê-lo.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Quatro anos sem ti
Há quatro anos, neste dia, as minhas pernas tremiam de frio e medo.
Nesse dia o teu coração parou e o meu ficou despedaçado.
Nesse dia, aquela viagem de duzentos quilómetros pareceu-me a mais longa da minha vida.
Nesse dia gostava de ter acordado e constatar que afinal tinha sido um pesadelo.
Nesse dia tu tinhas sessenta e cinco anos.
Nesse dia eu tinha trinta e oito anos e a minha irmã tinha vinte e nove anos.
Nesse dia, foi cedo demais para ficarmos sem ti.
Gigliola Cinquetti - Dio come ti amo
Para ti...
Nesse dia o teu coração parou e o meu ficou despedaçado.
Nesse dia, aquela viagem de duzentos quilómetros pareceu-me a mais longa da minha vida.
Nesse dia gostava de ter acordado e constatar que afinal tinha sido um pesadelo.
Nesse dia tu tinhas sessenta e cinco anos.
Nesse dia eu tinha trinta e oito anos e a minha irmã tinha vinte e nove anos.
Nesse dia, foi cedo demais para ficarmos sem ti.
Gigliola Cinquetti - Dio come ti amo
Para ti...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Sit down by the fire I
Agora que li que hoje é o dia mais deprimente do ano, apetece-me deprimir-me.
Porque afinal hoje em Portugal está tudo na mesma e não existe esperança.
Porque desde dois mil e sete, Janeiro tornou-se para mim no pior mês do ano.
Porque há quatro anos, neste dia, recebi um mail muito triste quase em forma de despedida.
Porque este mês tirou-me tanto e provocou-me dor.
Porque me apetece culpar o mês de Janeiro.
Porque afinal hoje em Portugal está tudo na mesma e não existe esperança.
Porque desde dois mil e sete, Janeiro tornou-se para mim no pior mês do ano.
Porque há quatro anos, neste dia, recebi um mail muito triste quase em forma de despedida.
Porque este mês tirou-me tanto e provocou-me dor.
Porque me apetece culpar o mês de Janeiro.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Papillon
- Não sei bem porquê mas acho que neste fim-de-semana vai acontecer-me algum imprevisto. Mas um imprevisto bom.
- Aposto que já tens o fim-de-semana todo planeado. Não percebo porque fazes isso.
- Uma parte está planeada, outra não. E tenho um pressentimento que vai acontecer alguma coisa inesperada e boa. Planeio algumas coisas porque me dão prazer.
- Como é possível algo que fazes repetidamente dar-te prazer? Acho que as fazes e planeias porque tens medo de ficar sozinha.
- Sim, dá-me prazer. A ti pode parecer repetido e igual mas para mim pode ser sempre diferente. Por acaso aos sábados à noite não gosto nada de ficar sozinha. Deve ser a febre de sábado à noite.
- Nunca tens a febre da sexta à noite?
- Às vezes. E por acaso sempre que a tive foi muito bom. Mas foi provocada. A febre de sábado à noite é mesmo inerente a mim.
- Então talvez essa coisa inesperada aconteça hoje.
- Aposto que já tens o fim-de-semana todo planeado. Não percebo porque fazes isso.
- Uma parte está planeada, outra não. E tenho um pressentimento que vai acontecer alguma coisa inesperada e boa. Planeio algumas coisas porque me dão prazer.
- Como é possível algo que fazes repetidamente dar-te prazer? Acho que as fazes e planeias porque tens medo de ficar sozinha.
- Sim, dá-me prazer. A ti pode parecer repetido e igual mas para mim pode ser sempre diferente. Por acaso aos sábados à noite não gosto nada de ficar sozinha. Deve ser a febre de sábado à noite.
- Nunca tens a febre da sexta à noite?
- Às vezes. E por acaso sempre que a tive foi muito bom. Mas foi provocada. A febre de sábado à noite é mesmo inerente a mim.
- Então talvez essa coisa inesperada aconteça hoje.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Come home
Tinha um horário de trabalho normal. Saía do trabalho e demorava uns quarenta e cinco minutos a chegar à escola do filho. Sempre que chegava lá e o via, achava que os seus olhos voltavam a encontrar o brilho que tinha desaparecido durante o dia. O reencontro era muito bom e começavam a conversar animadamente.
Chegavam a casa e ela beijava o companheiro que os esperava.
O filho fazia os trabalhos de casa ou via televisão enquanto ela e o companheiro falavam na cozinha e preparavam o jantar.
O verão estava a começar e ela ia tomar um duche rápido e vestia um vestido de alças. De seguida o filho tomava banho e iam jantar.
Depois de jantar, ela decidia sempre lavar a loiça mais tarde e sentava-se no sofá com o filho e o companheiro. Conversavam e riam juntos. O tempo passava muito rapidamente e chegava a hora do filho ir dormir. Ela ia com ele e sentavam-se os dois na cama. Folheavam e liam juntos um livro e trocavam mimos.
Ela aconchegava o filho, apagava a luz e desejava-lhe bons sonhos.
Voltava para a sala, fechava a porta e sentava-se no sofá ao lado do companheiro. Faltava apenas uma hora e pouco para o companheiro sair para o trabalho. Ele olhava para ela e fazia um sorriso maroto.
Quase todas as noites este momento se repetia. Ele tocava-a por baixo do vestido e despertava-lhe o desejo.
Penetrava-a ali no sofá ou levava-a para a mesa da sala. Entendiam-se na perfeição e o prazer continuava a ser intenso como há uns anos atrás quando se conheceram.
Beijavam-se com paixão e ela avisava-o que ele tinha de se apressar. Ele ia tomar um banho e vestia a sua farda.
Ela acompanhava-o até à porta e dava-lhe um beijo.
Ia para a cozinha , lavava a loiça e fazia mais umas tarefas domesticas.
Entrava no quarto do filho, olhava para ele, beijava-o na testa e aconchegava-o.
Depois ia para a cama, lia algumas páginas do livro que estava na sua mesa-de-cabeceira e adormecia.
Chegavam a casa e ela beijava o companheiro que os esperava.
O filho fazia os trabalhos de casa ou via televisão enquanto ela e o companheiro falavam na cozinha e preparavam o jantar.
O verão estava a começar e ela ia tomar um duche rápido e vestia um vestido de alças. De seguida o filho tomava banho e iam jantar.
Depois de jantar, ela decidia sempre lavar a loiça mais tarde e sentava-se no sofá com o filho e o companheiro. Conversavam e riam juntos. O tempo passava muito rapidamente e chegava a hora do filho ir dormir. Ela ia com ele e sentavam-se os dois na cama. Folheavam e liam juntos um livro e trocavam mimos.
Ela aconchegava o filho, apagava a luz e desejava-lhe bons sonhos.
Voltava para a sala, fechava a porta e sentava-se no sofá ao lado do companheiro. Faltava apenas uma hora e pouco para o companheiro sair para o trabalho. Ele olhava para ela e fazia um sorriso maroto.
Quase todas as noites este momento se repetia. Ele tocava-a por baixo do vestido e despertava-lhe o desejo.
Penetrava-a ali no sofá ou levava-a para a mesa da sala. Entendiam-se na perfeição e o prazer continuava a ser intenso como há uns anos atrás quando se conheceram.
Beijavam-se com paixão e ela avisava-o que ele tinha de se apressar. Ele ia tomar um banho e vestia a sua farda.
Ela acompanhava-o até à porta e dava-lhe um beijo.
Ia para a cozinha , lavava a loiça e fazia mais umas tarefas domesticas.
Entrava no quarto do filho, olhava para ele, beijava-o na testa e aconchegava-o.
Depois ia para a cama, lia algumas páginas do livro que estava na sua mesa-de-cabeceira e adormecia.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
If loneliness was art
- Apetece-me estar sozinha.
- A sério? Eu ando farto de estar sozinho.
- Mas isso é porque estás mais sozinho que eu. Eu preciso de uns momentos só para mim.
- Eu, se pudesse estava sempre acompanhado.
- Gostavas de ter companhia mas não te serve uma companhia qualquer.
- Pois, tinha de ser alguém com quem eu me sinta bem.
- Tenho a certeza que se estivesses muito tempo com alguém ias sentir a falta dos teus momentos sozinho.
- Acho que não. Já vivo sozinho há muitos anos. Já chega!
- Por isso mesmo. Tornou-se um hábito. Ias desatinar com a outra pessoa por qualquer motivo.
- Eu não sou conflituoso logo ia correr tudo bem.
- A mim apetecia-me colar um autocolante na testa a dizer ocupada ou ausente. Qual achas melhor?
- Ausente.
- A sério? Eu ando farto de estar sozinho.
- Mas isso é porque estás mais sozinho que eu. Eu preciso de uns momentos só para mim.
- Eu, se pudesse estava sempre acompanhado.
- Gostavas de ter companhia mas não te serve uma companhia qualquer.
- Pois, tinha de ser alguém com quem eu me sinta bem.
- Tenho a certeza que se estivesses muito tempo com alguém ias sentir a falta dos teus momentos sozinho.
- Acho que não. Já vivo sozinho há muitos anos. Já chega!
- Por isso mesmo. Tornou-se um hábito. Ias desatinar com a outra pessoa por qualquer motivo.
- Eu não sou conflituoso logo ia correr tudo bem.
- A mim apetecia-me colar um autocolante na testa a dizer ocupada ou ausente. Qual achas melhor?
- Ausente.
domingo, 16 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Mysteries
Soltou-lhe as amarras e deixou de pensar nela.
Acabou com o mistério que a envolvia vestido de negro.
Devolveu-lhe a liberdade que ela não queria.
Ela voou sem destino.
Sentia-se desorientada sem saber para onde ir.
Um grande cansaço apoderou-se dela.
Sabia que não podia parar.
Se parasse provavelmente não conseguiria voar nunca mais.
Isso assustava-a e continuou.
O sol ajudava-a a não perder as forças que lhe restavam.
Quando ficava escuro lembrava-se dele e da presa que gostava de ter sido.
Acabou com o mistério que a envolvia vestido de negro.
Devolveu-lhe a liberdade que ela não queria.
Ela voou sem destino.
Sentia-se desorientada sem saber para onde ir.
Um grande cansaço apoderou-se dela.
Sabia que não podia parar.
Se parasse provavelmente não conseguiria voar nunca mais.
Isso assustava-a e continuou.
O sol ajudava-a a não perder as forças que lhe restavam.
Quando ficava escuro lembrava-se dele e da presa que gostava de ter sido.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Behind
- Vou agora enviar-te um mail com uma música. E tens de a ouvir já. Porque eu estou a ouvi-la agora.
- Porque queres que eu ouça?
- Porque quero saber o que sentes.
- E se eu não sentir nada?
- Isso é impossível.
- Vou ouvir.
- Já ouviste? O que achas?
- Gosto muito desta musica.
- Eu também. Não sentes assim um pedido de socorro? Do género: Fica. Não vás!
- Não. Sinto que é um lamento. Uma resignação.
- Eu sinto que é um grito a pedir.
- Pronto.
- Mas sinto que ela não fica.
- Porque queres que eu ouça?
- Porque quero saber o que sentes.
- E se eu não sentir nada?
- Isso é impossível.
- Vou ouvir.
- Já ouviste? O que achas?
- Gosto muito desta musica.
- Eu também. Não sentes assim um pedido de socorro? Do género: Fica. Não vás!
- Não. Sinto que é um lamento. Uma resignação.
- Eu sinto que é um grito a pedir.
- Pronto.
- Mas sinto que ela não fica.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Does this mean you're moving on I
Já remendei o coração várias vezes.
Parece que ele tem o poder de se regenerar e continua a bater.
Bate devagar de uma forma sossegada.
Quando o provoco, volta a bater aceleradamente.
Por vezes dói e nesses casos aplico-lhe um remédio qualquer para o anestesiar.
Depois deixo de o sentir mas sei que ele continua a bater ao compasso do tempo que passa por mim.
Parece que ele tem o poder de se regenerar e continua a bater.
Bate devagar de uma forma sossegada.
Quando o provoco, volta a bater aceleradamente.
Por vezes dói e nesses casos aplico-lhe um remédio qualquer para o anestesiar.
Depois deixo de o sentir mas sei que ele continua a bater ao compasso do tempo que passa por mim.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Sometime around midnight III
Veste o teu vestido preto e sai para a rua.
Mostra as cores da tua alma e não tenhas medo.
Deixa transparecer o brilho do teu olhar.
Não hesites e dança.
Apaixona-te pela música e sai de ti.
Dança muito como se fosse a ultima vez.
Mostra as cores da tua alma e não tenhas medo.
Deixa transparecer o brilho do teu olhar.
Não hesites e dança.
Apaixona-te pela música e sai de ti.
Dança muito como se fosse a ultima vez.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Parabéns blog!
Ontem com a barafunda que andou aqui esqueci-me que este blog fez quatro anos.
Já passou muito tempo e muitas vezes repito-me ou ando aos círculos.
Obrigada ao AP que me deu a ideia de ter este canto meu onde escrevo tantos disparates.
Graças a este blog também já tive o prazer de me cruzar com algumas pessoas bonitas.
Por isso valeu a pena!
Já passou muito tempo e muitas vezes repito-me ou ando aos círculos.
Obrigada ao AP que me deu a ideia de ter este canto meu onde escrevo tantos disparates.
Graças a este blog também já tive o prazer de me cruzar com algumas pessoas bonitas.
Por isso valeu a pena!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Veados com fome II
- Porque é que achas que de vez em quando aparecem anónimos a comentar no teu blog e a atacar-te?
- Não sei. Primeiro porque não têm coragem de mostrar quem são e talvez se sintam atingidos por alguns posts que eu escrevo.
- Às vezes parece que te odeiam.
- Parecem-me mais despeitados.
- Porquê?
- Talvez porque tenham perdido um jogo que tentavam jogar.
- Sim, no fundo estão bem lixados.
- O mais engraçado é que se consideram muito importantes.
- Não devias dar confiança a pessoas assim.
- Até podem não ser más pessoas. São o despeito e a fome que os transtornam.
- Não sei. Primeiro porque não têm coragem de mostrar quem são e talvez se sintam atingidos por alguns posts que eu escrevo.
- Às vezes parece que te odeiam.
- Parecem-me mais despeitados.
- Porquê?
- Talvez porque tenham perdido um jogo que tentavam jogar.
- Sim, no fundo estão bem lixados.
- O mais engraçado é que se consideram muito importantes.
- Não devias dar confiança a pessoas assim.
- Até podem não ser más pessoas. São o despeito e a fome que os transtornam.
domingo, 2 de janeiro de 2011
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