- Apetece-me estar sozinha.
- A sério? Eu ando farto de estar sozinho.
- Mas isso é porque estás mais sozinho que eu. Eu preciso de uns momentos só para mim.
- Eu, se pudesse estava sempre acompanhado.
- Gostavas de ter companhia mas não te serve uma companhia qualquer.
- Pois, tinha de ser alguém com quem eu me sinta bem.
- Tenho a certeza que se estivesses muito tempo com alguém ias sentir a falta dos teus momentos sozinho.
- Acho que não. Já vivo sozinho há muitos anos. Já chega!
- Por isso mesmo. Tornou-se um hábito. Ias desatinar com a outra pessoa por qualquer motivo.
- Eu não sou conflituoso logo ia correr tudo bem.
- A mim apetecia-me colar um autocolante na testa a dizer ocupada ou ausente. Qual achas melhor?
- Ausente.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Mysteries
Soltou-lhe as amarras e deixou de pensar nela.
Acabou com o mistério que a envolvia vestido de negro.
Devolveu-lhe a liberdade que ela não queria.
Ela voou sem destino.
Sentia-se desorientada sem saber para onde ir.
Um grande cansaço apoderou-se dela.
Sabia que não podia parar.
Se parasse provavelmente não conseguiria voar nunca mais.
Isso assustava-a e continuou.
O sol ajudava-a a não perder as forças que lhe restavam.
Quando ficava escuro lembrava-se dele e da presa que gostava de ter sido.
Acabou com o mistério que a envolvia vestido de negro.
Devolveu-lhe a liberdade que ela não queria.
Ela voou sem destino.
Sentia-se desorientada sem saber para onde ir.
Um grande cansaço apoderou-se dela.
Sabia que não podia parar.
Se parasse provavelmente não conseguiria voar nunca mais.
Isso assustava-a e continuou.
O sol ajudava-a a não perder as forças que lhe restavam.
Quando ficava escuro lembrava-se dele e da presa que gostava de ter sido.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Behind
- Vou agora enviar-te um mail com uma música. E tens de a ouvir já. Porque eu estou a ouvi-la agora.
- Porque queres que eu ouça?
- Porque quero saber o que sentes.
- E se eu não sentir nada?
- Isso é impossível.
- Vou ouvir.
- Já ouviste? O que achas?
- Gosto muito desta musica.
- Eu também. Não sentes assim um pedido de socorro? Do género: Fica. Não vás!
- Não. Sinto que é um lamento. Uma resignação.
- Eu sinto que é um grito a pedir.
- Pronto.
- Mas sinto que ela não fica.
- Porque queres que eu ouça?
- Porque quero saber o que sentes.
- E se eu não sentir nada?
- Isso é impossível.
- Vou ouvir.
- Já ouviste? O que achas?
- Gosto muito desta musica.
- Eu também. Não sentes assim um pedido de socorro? Do género: Fica. Não vás!
- Não. Sinto que é um lamento. Uma resignação.
- Eu sinto que é um grito a pedir.
- Pronto.
- Mas sinto que ela não fica.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Does this mean you're moving on I
Já remendei o coração várias vezes.
Parece que ele tem o poder de se regenerar e continua a bater.
Bate devagar de uma forma sossegada.
Quando o provoco, volta a bater aceleradamente.
Por vezes dói e nesses casos aplico-lhe um remédio qualquer para o anestesiar.
Depois deixo de o sentir mas sei que ele continua a bater ao compasso do tempo que passa por mim.
Parece que ele tem o poder de se regenerar e continua a bater.
Bate devagar de uma forma sossegada.
Quando o provoco, volta a bater aceleradamente.
Por vezes dói e nesses casos aplico-lhe um remédio qualquer para o anestesiar.
Depois deixo de o sentir mas sei que ele continua a bater ao compasso do tempo que passa por mim.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Sometime around midnight III
Veste o teu vestido preto e sai para a rua.
Mostra as cores da tua alma e não tenhas medo.
Deixa transparecer o brilho do teu olhar.
Não hesites e dança.
Apaixona-te pela música e sai de ti.
Dança muito como se fosse a ultima vez.
Mostra as cores da tua alma e não tenhas medo.
Deixa transparecer o brilho do teu olhar.
Não hesites e dança.
Apaixona-te pela música e sai de ti.
Dança muito como se fosse a ultima vez.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Parabéns blog!
Ontem com a barafunda que andou aqui esqueci-me que este blog fez quatro anos.
Já passou muito tempo e muitas vezes repito-me ou ando aos círculos.
Obrigada ao AP que me deu a ideia de ter este canto meu onde escrevo tantos disparates.
Graças a este blog também já tive o prazer de me cruzar com algumas pessoas bonitas.
Por isso valeu a pena!
Já passou muito tempo e muitas vezes repito-me ou ando aos círculos.
Obrigada ao AP que me deu a ideia de ter este canto meu onde escrevo tantos disparates.
Graças a este blog também já tive o prazer de me cruzar com algumas pessoas bonitas.
Por isso valeu a pena!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Veados com fome II
- Porque é que achas que de vez em quando aparecem anónimos a comentar no teu blog e a atacar-te?
- Não sei. Primeiro porque não têm coragem de mostrar quem são e talvez se sintam atingidos por alguns posts que eu escrevo.
- Às vezes parece que te odeiam.
- Parecem-me mais despeitados.
- Porquê?
- Talvez porque tenham perdido um jogo que tentavam jogar.
- Sim, no fundo estão bem lixados.
- O mais engraçado é que se consideram muito importantes.
- Não devias dar confiança a pessoas assim.
- Até podem não ser más pessoas. São o despeito e a fome que os transtornam.
- Não sei. Primeiro porque não têm coragem de mostrar quem são e talvez se sintam atingidos por alguns posts que eu escrevo.
- Às vezes parece que te odeiam.
- Parecem-me mais despeitados.
- Porquê?
- Talvez porque tenham perdido um jogo que tentavam jogar.
- Sim, no fundo estão bem lixados.
- O mais engraçado é que se consideram muito importantes.
- Não devias dar confiança a pessoas assim.
- Até podem não ser más pessoas. São o despeito e a fome que os transtornam.
domingo, 2 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Next lover
- Lembras-te dele?
- Não.
- Tens a certeza?
- Sim, tenho. Quando desisto, tomo uma decisão e esqueço.
- Esqueces facilmente?
- Sim.
- Não sentes medo?
- Não. Já me habituei. Depois destes passos, continuo a viver. Acho muito mau ficar presa a alguém ou a recordações.
- Pois, é porque não foi importante para ti.
- Talvez fosse menos importante do que na altura imaginei. Para ser importante tens de acreditar. E a partir do momento em que desisto, deixo de acreditar.
- Há pessoas que não conseguem fazer isso.
- Sim, porque talvez continuem a acreditar.
- Ou então já não acreditam mas ficam lixados porque não entendem o porquê.
- Dantes fazia isso. Tentava perceber os porquês e a maior parte das vezes não conseguia. Agora já não o faço.
- Não.
- Tens a certeza?
- Sim, tenho. Quando desisto, tomo uma decisão e esqueço.
- Esqueces facilmente?
- Sim.
- Não sentes medo?
- Não. Já me habituei. Depois destes passos, continuo a viver. Acho muito mau ficar presa a alguém ou a recordações.
- Pois, é porque não foi importante para ti.
- Talvez fosse menos importante do que na altura imaginei. Para ser importante tens de acreditar. E a partir do momento em que desisto, deixo de acreditar.
- Há pessoas que não conseguem fazer isso.
- Sim, porque talvez continuem a acreditar.
- Ou então já não acreditam mas ficam lixados porque não entendem o porquê.
- Dantes fazia isso. Tentava perceber os porquês e a maior parte das vezes não conseguia. Agora já não o faço.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Just breathe I
Mas afinal não querias e agora já queres?
Quando um quer, o outro recua.
Quando um foge, o outro avança porque tem medo de perder.
Mas o que é isto?
Andam todos a brincar às escondidas?
E a magoar e a criar corações partidos e depois empedernidos.
E têm medo de estar acompanhados.
E têm medo de ficar sós.
E não entendem que perdem tanto tempo nisto.
E raios para isto tudo.
Quando um quer, o outro recua.
Quando um foge, o outro avança porque tem medo de perder.
Mas o que é isto?
Andam todos a brincar às escondidas?
E a magoar e a criar corações partidos e depois empedernidos.
E têm medo de estar acompanhados.
E têm medo de ficar sós.
E não entendem que perdem tanto tempo nisto.
E raios para isto tudo.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Sometime around midnight II
Quase sempre por volta da meia-noite fica com a palavra amo-te presa dentro de si.
Sente uma enorme vontade de soltar a palavra e libertar-se de uma vez por todas.
Imagina como será voltar a dizê-lo novamente.
Mas não pode. Continua a carregar o peso de um amor impossível e longínquo.
Adormece noite após noite e sonha com ele.
Sente uma enorme vontade de soltar a palavra e libertar-se de uma vez por todas.
Imagina como será voltar a dizê-lo novamente.
Mas não pode. Continua a carregar o peso de um amor impossível e longínquo.
Adormece noite após noite e sonha com ele.
domingo, 26 de dezembro de 2010
E ontem o Natal no Maxime foi assim...
Pop dell' Arte - Little drummer boy
E como é Natal ninguém leva a mal uma vez que este video é de má qualidade e filmado ao contrário pelo meu telemóvel.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Runaway
A minha má memória não me permite localizar a data de um acontecimento vivido por mim. Ainda hoje a vaguear neste blog, fui parar a Dezembro de dois mil e nove onde me deparei com um momento que já tinha esquecido e assim consegui ter a noção precisa do dia em que tal sucedeu.
Depois percebi que alguns dos momentos que vivi foram apenas momentos vividos nesse dia e talvez no dia seguinte para depois serem armazenados numa gaveta sem fundo.
A gaveta do meu esquecimento.
Depois percebi que alguns dos momentos que vivi foram apenas momentos vividos nesse dia e talvez no dia seguinte para depois serem armazenados numa gaveta sem fundo.
A gaveta do meu esquecimento.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
She's gone II
O seu telemóvel estava calado.
Já começava a ter a certeza que ela não voltava a contactá-lo.
Tentou colocar-se na pele dela e imaginar o que ela sentia e pensava.
Mas não conseguia.
Achava que já não conseguia satisfazê-la.
Parecia que o tempo deles tinha-se esgotado muito mais rapidamente do que imaginava.
Nem sabia se tinha valido a pena.
Sinceramente nem sentia a falta dela.
Mas gostava daquele ar meigo.
Por outro lado, detestava quando os olhos dela pareciam que queriam dizer-lhe alguma coisa e ela ficava silenciosa.
Ah, sim e lembrava-se daquela parte do corpo dela que o deixava maluco.
E nem lhe tinha tirado aquela fotografia para ficar como recordação como sempre costumava fazer.
Agora iria começar tudo de novo.
Tinha de escolher melhor desta vez.
Já começava a ter a certeza que ela não voltava a contactá-lo.
Tentou colocar-se na pele dela e imaginar o que ela sentia e pensava.
Mas não conseguia.
Achava que já não conseguia satisfazê-la.
Parecia que o tempo deles tinha-se esgotado muito mais rapidamente do que imaginava.
Nem sabia se tinha valido a pena.
Sinceramente nem sentia a falta dela.
Mas gostava daquele ar meigo.
Por outro lado, detestava quando os olhos dela pareciam que queriam dizer-lhe alguma coisa e ela ficava silenciosa.
Ah, sim e lembrava-se daquela parte do corpo dela que o deixava maluco.
E nem lhe tinha tirado aquela fotografia para ficar como recordação como sempre costumava fazer.
Agora iria começar tudo de novo.
Tinha de escolher melhor desta vez.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Shine on
Despede-se sem dizer adeus.
Aos poucos afasta-se de tudo o que não faz parte do seu sonho.
Esmaga sem piedade a mentira que a perseguia.
Sente-se mais forte e segura.
Finalmente encontrou a verdade nos seus próprios olhos.
Aos poucos afasta-se de tudo o que não faz parte do seu sonho.
Esmaga sem piedade a mentira que a perseguia.
Sente-se mais forte e segura.
Finalmente encontrou a verdade nos seus próprios olhos.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Sensações CLIV
The Veils - The letter
E hoje apetece-me correr perigos. É preciso muito cuidado a ouvir esta musica.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Dying slowly I
Tinha fingido estar ébria para conseguir que alguém olhasse para ela. Mas agora começava a sentir o efeito do whiskey que estava a beber.
Deixou-se ficar submersa na banheira cheia até não aguentar mais tempo sem respirar.
Voltou a encher o copo e bebeu mais.
As lágrimas voltaram aos seus olhos. Naquele momento percebeu que a sua vida já não fazia qualquer sentido.
Não tinha amizades. Vivia sozinha. Nem sequer se importava com a sua casa. Detestava a decoração da sua casa. Todos aqueles móveis lhe pareciam decadentes como a sua vida.
Pensou que se arrastava todos os dias para o local de trabalho onde já não sentia qualquer satisfação em executar as suas tarefas monótonas.
Pensou nas três ou quatro noites de sexo que tinha mensalmente e em que durante algumas horas tentava esquecer o vazio da sua vida para logo a seguir se afundar ainda mais.
Não percebia o que podia fazer para mudar a sua vida.
Já não acreditava em si própria nem nas pessoas que a rodeavam.
Já não acreditava no amor. Já o tinha sentido uma vez e talvez não voltasse a ter mais uma oportunidade. Já não conseguia sonhar. Estava a desistir.
Naquele momento ouviu o seu telemóvel a tocar. Quem seria? Era tão raro o seu telemóvel tocar.
Saiu da banheira, enrolou-se na toalha e abriu a mala que estava caída junto à porta da entrada. Era o António.
- Olá.
- Olá. Tinha aqui uma chamada não atendida. Ligaste-me.
- Eu? Não.
- Ligaste, sim.
- Então foi ser querer. Deve ter sido o telemóvel dentro da mala.
- Estás com uma voz estranha. Estás bem?
- Não. Estou a beber whiskey.
- Mas tu nem costumas beber. O que se passa?
- Não consigo falar.
- Eu vou ter contigo. Não me demoro.
- Deixa lá. Já é tarde.
- Eu vou. Até já.
Desligou o telemóvel e sentou-se nua no chão do corredor.
O António era o seu único amigo e preocupava-se com ela. Desde que o seu pai morreu, ela achava que ia morrer do coração como ele e tinha pânico de morrer sozinha em casa.
O António sabia disto e tinham combinado que todos os dias úteis, se ela não ligasse de manhã o msn sempre que chegasse ao trabalho como era habitual, ele contactava-a para saber porque ela não tinha ido trabalhar.
Era também na pequena janela do msn que ela confessava ao António o que sentia.
Ela e o António encontravam-se poucas vezes pessoalmente e quando o faziam ela não conseguia falar com ele sobre si própria. Estava cada vez mais fechada. Por isso preferia escrever. E ele entendia-a. Apesar de ele ser mais novo que ela, tinha sempre um conselho sensato para lhe dar. Ela admirava-o bastante.
Entretanto sentiu frio e voltou a entrar na banheira. A água ainda estava morna e começou a sentir algum sono. Os seus olhos fechavam-se e abriam-se alternadamente à espera de ouvir a campainha a tocar.
Deixou-se ficar submersa na banheira cheia até não aguentar mais tempo sem respirar.
Voltou a encher o copo e bebeu mais.
As lágrimas voltaram aos seus olhos. Naquele momento percebeu que a sua vida já não fazia qualquer sentido.
Não tinha amizades. Vivia sozinha. Nem sequer se importava com a sua casa. Detestava a decoração da sua casa. Todos aqueles móveis lhe pareciam decadentes como a sua vida.
Pensou que se arrastava todos os dias para o local de trabalho onde já não sentia qualquer satisfação em executar as suas tarefas monótonas.
Pensou nas três ou quatro noites de sexo que tinha mensalmente e em que durante algumas horas tentava esquecer o vazio da sua vida para logo a seguir se afundar ainda mais.
Não percebia o que podia fazer para mudar a sua vida.
Já não acreditava em si própria nem nas pessoas que a rodeavam.
Já não acreditava no amor. Já o tinha sentido uma vez e talvez não voltasse a ter mais uma oportunidade. Já não conseguia sonhar. Estava a desistir.
Naquele momento ouviu o seu telemóvel a tocar. Quem seria? Era tão raro o seu telemóvel tocar.
Saiu da banheira, enrolou-se na toalha e abriu a mala que estava caída junto à porta da entrada. Era o António.
- Olá.
- Olá. Tinha aqui uma chamada não atendida. Ligaste-me.
- Eu? Não.
- Ligaste, sim.
- Então foi ser querer. Deve ter sido o telemóvel dentro da mala.
- Estás com uma voz estranha. Estás bem?
- Não. Estou a beber whiskey.
- Mas tu nem costumas beber. O que se passa?
- Não consigo falar.
- Eu vou ter contigo. Não me demoro.
- Deixa lá. Já é tarde.
- Eu vou. Até já.
Desligou o telemóvel e sentou-se nua no chão do corredor.
O António era o seu único amigo e preocupava-se com ela. Desde que o seu pai morreu, ela achava que ia morrer do coração como ele e tinha pânico de morrer sozinha em casa.
O António sabia disto e tinham combinado que todos os dias úteis, se ela não ligasse de manhã o msn sempre que chegasse ao trabalho como era habitual, ele contactava-a para saber porque ela não tinha ido trabalhar.
Era também na pequena janela do msn que ela confessava ao António o que sentia.
Ela e o António encontravam-se poucas vezes pessoalmente e quando o faziam ela não conseguia falar com ele sobre si própria. Estava cada vez mais fechada. Por isso preferia escrever. E ele entendia-a. Apesar de ele ser mais novo que ela, tinha sempre um conselho sensato para lhe dar. Ela admirava-o bastante.
Entretanto sentiu frio e voltou a entrar na banheira. A água ainda estava morna e começou a sentir algum sono. Os seus olhos fechavam-se e abriam-se alternadamente à espera de ouvir a campainha a tocar.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Just can't get enough I
Tenho saudades do tempo em que a minha mente era mais sossegada.
Nesse tempo conhecia poucas pessoas.
Não me importava de ficar em casa a ler ou a ver um filme.
Nessa altura não me dispersava e não sentia tanta insatisfação.
Ainda não tinha vícios e o meu corpo não era exigente.
Será que era mesmo mais simples ou é a minha má memória que já não se recorda bem?
Nesse tempo conhecia poucas pessoas.
Não me importava de ficar em casa a ler ou a ver um filme.
Nessa altura não me dispersava e não sentia tanta insatisfação.
Ainda não tinha vícios e o meu corpo não era exigente.
Será que era mesmo mais simples ou é a minha má memória que já não se recorda bem?
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Sensações CLIII
domingo, 5 de dezembro de 2010
Getting away with it all messed up
Desta vez podias ser tu a decidir.
Porque estou sempre a tomar decisões.
Umas certas, outras erradas.
Até parece que gosto de o fazer.
Decido sempre e não gosto de voltar atrás.
Mas sim, custa.
E estou cansada de decidir.
Custa pensar que cada sim ou não que disser agora, pode condicionar toda a minha vida.
Mas não consigo ficar num limbo.
Porque depois penso que sei aquilo que quero.
Sim, sei.
Só não sei porque às vezes deixo-me ir.
Vou embalada num sonho que acaba logo a seguir.
Acaba dentro de mim por tantas razões, que me fazem decidir e dizer não.
Porque estou sempre a tomar decisões.
Umas certas, outras erradas.
Até parece que gosto de o fazer.
Decido sempre e não gosto de voltar atrás.
Mas sim, custa.
E estou cansada de decidir.
Custa pensar que cada sim ou não que disser agora, pode condicionar toda a minha vida.
Mas não consigo ficar num limbo.
Porque depois penso que sei aquilo que quero.
Sim, sei.
Só não sei porque às vezes deixo-me ir.
Vou embalada num sonho que acaba logo a seguir.
Acaba dentro de mim por tantas razões, que me fazem decidir e dizer não.
sábado, 4 de dezembro de 2010
E ontem foi assim..
James - Sometimes e Laid
Há noites e concertos assim. Ontem a loucura e a euforia instalou-se no Campo Pequeno. Inesquecível!
Foi sem dúvida o meu melhor concerto de 2010.
Obrigada James!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
E hoje é dia de...
Duas das minhas musicas preferidas. Em 1990:
James - God only knows
Em 2001:
James - Johnny Yen
Mais logo no Campo Pequeno.
James - God only knows
Em 2001:
James - Johnny Yen
Mais logo no Campo Pequeno.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
She's a star / Come home
Lá está ela a esconder-se de toda a gente.
Gostava que ninguém a visse.
Mas quando passa os seus olhos cruzam-se com outros.
E os olhos dela não são capazes de fingir.
Todos percebem que ela está frágil.
A qualquer momento pode partir-se.
Ela tenta construir um muro.
Um muro suficientemente alto.
Mas há sempre alguém que consegue vê-la.
E ela só pensa em voltar para casa.
Sabe que vai ter aquele abraço e o único sorriso em que pode acreditar.
Gostava que ninguém a visse.
Mas quando passa os seus olhos cruzam-se com outros.
E os olhos dela não são capazes de fingir.
Todos percebem que ela está frágil.
A qualquer momento pode partir-se.
Ela tenta construir um muro.
Um muro suficientemente alto.
Mas há sempre alguém que consegue vê-la.
E ela só pensa em voltar para casa.
Sabe que vai ter aquele abraço e o único sorriso em que pode acreditar.
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