segunda-feira, 25 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Tarde livre
Sinto-te a afastar.
Já não te reconheço e tenho medo.
Lembro-me do teu sorriso e do teu entusiasmo.
Tenho medo que já não sintas.
Não sei como está o teu coração.
Já não confias em mim para me dizer.
Não desistas, está bem?
Não fiques assim quieto.
Eu digo que não desisto.
Mas entretanto perco-me por aí.
Matam-me aos poucos mas eu digo que não desisto.
Não posso ficar parada.
Tenho de continuar.
“Mas eu não sou uma ausência.
Sou um corpo inteiro à espera.
Abre a porta.”
Já não te reconheço e tenho medo.
Lembro-me do teu sorriso e do teu entusiasmo.
Tenho medo que já não sintas.
Não sei como está o teu coração.
Já não confias em mim para me dizer.
Não desistas, está bem?
Não fiques assim quieto.
Eu digo que não desisto.
Mas entretanto perco-me por aí.
Matam-me aos poucos mas eu digo que não desisto.
Não posso ficar parada.
Tenho de continuar.
“Mas eu não sou uma ausência.
Sou um corpo inteiro à espera.
Abre a porta.”
terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Does this mean you're moving on II
Depois de ele ter saído daqui, durante uns segundos passou-me pela cabeça, voltarmos.
Nos segundos seguintes imaginei como seria e coloquei a hipótese que poderia ser bom.
No minuto seguinte achei que era uma ideia estúpida e risquei-a da minha cabeça.
Claro que ias ficar muito feliz.
Lembrei-me daquela vez que juntaste as nossas mãos.
Sei que o teu maior desejo era esse. Ver-nos unidos à tua volta.
Já respondi várias vezes aos teus porquês mas acho que as minhas respostas nunca são aceites.
Um dia vais entender que também poderá existir outro final para as histórias.
Como o “Viveram separados e quase felizes para sempre”.
Nos segundos seguintes imaginei como seria e coloquei a hipótese que poderia ser bom.
No minuto seguinte achei que era uma ideia estúpida e risquei-a da minha cabeça.
Claro que ias ficar muito feliz.
Lembrei-me daquela vez que juntaste as nossas mãos.
Sei que o teu maior desejo era esse. Ver-nos unidos à tua volta.
Já respondi várias vezes aos teus porquês mas acho que as minhas respostas nunca são aceites.
Um dia vais entender que também poderá existir outro final para as histórias.
Como o “Viveram separados e quase felizes para sempre”.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Broken face
A Primavera chegou mas eu não sinto.
O calor apareceu mas não me aqueceu.
Hoje apetecia-me fugir dali ou destruir alguma coisa.
Cheguei a casa e parti um prato.
Mas foi sem querer…
Pixies - Broken face
O calor apareceu mas não me aqueceu.
Hoje apetecia-me fugir dali ou destruir alguma coisa.
Cheguei a casa e parti um prato.
Mas foi sem querer…
Pixies - Broken face
segunda-feira, 4 de abril de 2011
He was a friend of mine
Provavelmente hoje ia apetecer-me ligar-lhe e pedir-lhe para almoçar comigo.
Acho que ia contar-lhe que me diverti muito no sábado à noite.
Depois ia dizer-lhe, que hoje é segunda-feira e que me sinto triste. Hoje sinto que estou a afastar-me do mundo e que o mundo se afasta de mim.
Ia dizer-lhe que não entendo e que nestas alturas apetece-me desistir do que teimo em acreditar.
Já sei que ele ia acalmar-me e que no fim eu ia achar tudo muito mais simples.
Tenho a certeza que ia abraçar-me e que esse abraço teria um efeito diferente da maioria dos abraços que já senti.
Vinha a conduzir, no meio destes pensamentos e parei num semáforo vermelho.
Olhei para o carro ao lado e vi uma mulher com a cara e a cabeça cheia de adesivos e fios e com um tubo enfiado no nariz.
Nesse momento percebi mais uma vez que tenho muita sorte.
E ele era meu amigo...
Neste mesmo momento na Radar começou a tocar esta musica, escolha do Nuno Galopim.
Mercury Rev - He was a friend of mine
Acho que ia contar-lhe que me diverti muito no sábado à noite.
Depois ia dizer-lhe, que hoje é segunda-feira e que me sinto triste. Hoje sinto que estou a afastar-me do mundo e que o mundo se afasta de mim.
Ia dizer-lhe que não entendo e que nestas alturas apetece-me desistir do que teimo em acreditar.
Já sei que ele ia acalmar-me e que no fim eu ia achar tudo muito mais simples.
Tenho a certeza que ia abraçar-me e que esse abraço teria um efeito diferente da maioria dos abraços que já senti.
Vinha a conduzir, no meio destes pensamentos e parei num semáforo vermelho.
Olhei para o carro ao lado e vi uma mulher com a cara e a cabeça cheia de adesivos e fios e com um tubo enfiado no nariz.
Nesse momento percebi mais uma vez que tenho muita sorte.
E ele era meu amigo...
Neste mesmo momento na Radar começou a tocar esta musica, escolha do Nuno Galopim.
Mercury Rev - He was a friend of mine
quinta-feira, 31 de março de 2011
Oub'lá que tás a fazer? Quero é que te vás foder II
Asco é o que sinto ao ver a forma de pensar de muitos com quem trabalho.
Vivem nos seus pequenos mundos egoístas.
Não se importam com os colegas honestos que são dispensados injustamente.
Até vislumbro um sorriso naqueles rostos nojentos e traidores.
Dizem que assim é que é. Que eles não deviam ter direito a nada.
Olham de lado aqueles que não concordam e se revoltam com o que está a acontecer.
Apoiam a podridão onde estão mergulhados e nem sentem o seu próprio cheiro nauseabundo que se torna cada vez mais insuportável.
Vivem nos seus pequenos mundos egoístas.
Não se importam com os colegas honestos que são dispensados injustamente.
Até vislumbro um sorriso naqueles rostos nojentos e traidores.
Dizem que assim é que é. Que eles não deviam ter direito a nada.
Olham de lado aqueles que não concordam e se revoltam com o que está a acontecer.
Apoiam a podridão onde estão mergulhados e nem sentem o seu próprio cheiro nauseabundo que se torna cada vez mais insuportável.
terça-feira, 29 de março de 2011
Raindrops
No sábado à noite voltei a vê-la.
Trazia vestida uma gabardine branca curta e uns sapatos com um salto muito alto.
Por baixo da gabardine devia ter uma saia curta que não se via.
Desta vez trazia a mala pendurada na mão direita e não andava em zigue zague.
Andava muito devagar sem pressa de chegar.
Caminhava assim na calçada molhada da chuva.
Quando chegou ao pé da porta do prédio voltou a demorar algum tempo a colocar a chave na fechadura.
Por fim, conseguiu e entrou.
Trazia vestida uma gabardine branca curta e uns sapatos com um salto muito alto.
Por baixo da gabardine devia ter uma saia curta que não se via.
Desta vez trazia a mala pendurada na mão direita e não andava em zigue zague.
Andava muito devagar sem pressa de chegar.
Caminhava assim na calçada molhada da chuva.
Quando chegou ao pé da porta do prédio voltou a demorar algum tempo a colocar a chave na fechadura.
Por fim, conseguiu e entrou.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Trouble every day
Depois de uma longa espera, entrou dentro dela.
Ela disse-lhe que sentiu o mesmo do que quando ouve aquela musica que vai até ao fundo de si.
Tem acordes graves e fortes e emociona-a.
No fim ele viu que os olhos dela estavam molhados.
Abraçou-a com força e ela pediu-lhe para ele sair.
Tindersticks - Trouble Every Day
Claire Denis - Trouble Every Day
Ela disse-lhe que sentiu o mesmo do que quando ouve aquela musica que vai até ao fundo de si.
Tem acordes graves e fortes e emociona-a.
No fim ele viu que os olhos dela estavam molhados.
Abraçou-a com força e ela pediu-lhe para ele sair.
Tindersticks - Trouble Every Day
Claire Denis - Trouble Every Day
quinta-feira, 24 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
No more words
Dizes-me que nada do que eu vejo existe.
Assim como as emoções e sentimentos que estão dentro de mim.
Mas eu não acredito em ti e digo para te calares.
Anna Calvi - No more words
Assim como as emoções e sentimentos que estão dentro de mim.
Mas eu não acredito em ti e digo para te calares.
Anna Calvi - No more words
segunda-feira, 21 de março de 2011
My heart is a drummer
Apaixonou-se por ele sem o conhecer.
Irá gostar dele sempre em segredo porque nunca será capaz de lhe dizer.
Se lhe dissesse iria estragar tudo.
Se se conhecessem, tem a certeza que o encanto iria acabar.
Por isso ficará tudo como está.
Irá gostar dele sempre em segredo porque nunca será capaz de lhe dizer.
Se lhe dissesse iria estragar tudo.
Se se conhecessem, tem a certeza que o encanto iria acabar.
Por isso ficará tudo como está.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Carícias malícias I
Já sabia que ela devia estar quase a chegar.
Sente o desassossego no seu corpo.
Os seus segredos mais obscuros a revelarem-se.
Dá-lhe todo o poder que ela quer ter.
Mostra-lhe a paixão, a sedução e as emoções em paisagens mentais.
Amarra-a nas ilusões do seu querer.
Diz-lhe quais são os seus desejos e pede-lhe para escolher.
Olha para ela lá em cima, redonda e brilhante e vê que ela se ri.
Sente o desassossego no seu corpo.
Os seus segredos mais obscuros a revelarem-se.
Dá-lhe todo o poder que ela quer ter.
Mostra-lhe a paixão, a sedução e as emoções em paisagens mentais.
Amarra-a nas ilusões do seu querer.
Diz-lhe quais são os seus desejos e pede-lhe para escolher.
Olha para ela lá em cima, redonda e brilhante e vê que ela se ri.
terça-feira, 15 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
No cenário habitual
Hoje à tarde quando fui fumar um cigarro encontrei aquela senhora com uns cinquenta e poucos anos que também fuma e anda sempre vestida de preto e usa óculos de sol seja na rua nos dias de sol ou de chuva, assim com também dentro do edifício.
Para além disso tem outra particularidade. Fala sempre num tom de voz bastante alto.
Chegou uma colega ao pé dela que lhe disse que tinha ido ver uma peça de teatro no Teatro Mário Viegas.
Ela respondeu:
- Ah, sei qual é. Já há muitos anos que não vou ao teatro porque não tenho tempo. Mas há uns anos fui lá ver aquela peça dos noventa minutos e caguei-me a rir.
E também fui ver algumas do La Feria. Gostei muito…
Depois terminou por dizer:
- Acho que hoje vou sair às quatro e meia. Na noite passada dormi mal.
Para além disso tem outra particularidade. Fala sempre num tom de voz bastante alto.
Chegou uma colega ao pé dela que lhe disse que tinha ido ver uma peça de teatro no Teatro Mário Viegas.
Ela respondeu:
- Ah, sei qual é. Já há muitos anos que não vou ao teatro porque não tenho tempo. Mas há uns anos fui lá ver aquela peça dos noventa minutos e caguei-me a rir.
E também fui ver algumas do La Feria. Gostei muito…
Depois terminou por dizer:
- Acho que hoje vou sair às quatro e meia. Na noite passada dormi mal.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Ode to my family
Depois de reler um livro sobre Budismo confirmei mais uma vez que sou alguém que me apego bastante às pessoas de quem gosto.
Nos últimos tempos sinto que estou a ser posta à prova neste aspecto. Não será fácil desapegar-me deste colo e deste conforto que procuro em todas as pessoas que fazem parte da minha vida.
Elas são os meus bens onde busco a minha força e o meu entusiasmo.
Se me desapegar delas perco-me.
Nos últimos tempos sinto que estou a ser posta à prova neste aspecto. Não será fácil desapegar-me deste colo e deste conforto que procuro em todas as pessoas que fazem parte da minha vida.
Elas são os meus bens onde busco a minha força e o meu entusiasmo.
Se me desapegar delas perco-me.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Rise
Vamos esperar que o tempo apague a dor e as imagens terríveis de um pesadelo.
Vamos esperar que fiquem só as recordações leves que nos mostram a beleza que existia em ti.
Vamos esperar pela paz que sentíamos ao pé de ti.
Vamos esperar para sorrir quando nos lembrarmos da tua alegria.
Vamos ser livres como tu foste e serás sempre.
Rise - Eddie Vedder
Vamos esperar que fiquem só as recordações leves que nos mostram a beleza que existia em ti.
Vamos esperar pela paz que sentíamos ao pé de ti.
Vamos esperar para sorrir quando nos lembrarmos da tua alegria.
Vamos ser livres como tu foste e serás sempre.
Rise - Eddie Vedder
quarta-feira, 2 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
That leaving feeling
Já não se lembrava bem daquela dor lancinante que lhe corrói o coração.
Deixa-a numa tristeza transparente e com os olhos húmidos durante todo o dia.
Trava uma luta cerrada com a dor e afirma que já passou por isto.
As feridas mais profundas e adormecidas acordam e reavivam as memórias esquecidas.
E dizem-lhe que a vida e a morte são coisas naturais.
E querem que aceite este perder e o nunca mais ver.
Deixa-a numa tristeza transparente e com os olhos húmidos durante todo o dia.
Trava uma luta cerrada com a dor e afirma que já passou por isto.
As feridas mais profundas e adormecidas acordam e reavivam as memórias esquecidas.
E dizem-lhe que a vida e a morte são coisas naturais.
E querem que aceite este perder e o nunca mais ver.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Secret meeting
Às vezes quero tanto este silêncio que me abraça e me conhece.
Fujo do ruído quando preciso de mim.
Preciso de ler as palavras escritas e de me abandonar noutras histórias.
Leio de uma forma egoísta e tento conhecer as personagens.
Vagueio à noite pelas páginas da vida e da imaginação de alguém.
Quando fecho o livro e antes de adormecer ouço a voz do silêncio que me diz:
- Eu sei que me amas. Eu fico contigo.
Fujo do ruído quando preciso de mim.
Preciso de ler as palavras escritas e de me abandonar noutras histórias.
Leio de uma forma egoísta e tento conhecer as personagens.
Vagueio à noite pelas páginas da vida e da imaginação de alguém.
Quando fecho o livro e antes de adormecer ouço a voz do silêncio que me diz:
- Eu sei que me amas. Eu fico contigo.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
R.I.P. João!
João, Rael, Höel Traganv…
Para mim serás sempre o João. Tu sabes como eu gosto do teu nome.
Faz hoje uma semana. Eu só soube ontem. Mais uma vez perdi um amigo no mês de Fevereiro.
A tua passagem por aqui e pela minha vida foi curta. Tenho a certeza que aqueles que te conheceram nunca vão esquecer-te.
Eras sem duvida uma pessoa diferente e muito bonita e eu senti isso logo na primeira vez que te vi no metro. E desejei conhecer-te.
Obrigada por tudo o que me deste e que me ensinaste.
Mesmo sem te pedir, tu ajudaste-me e ao teu lado senti sempre paz.
Desculpa não te ter ido ver a tocares a tua bateria.
Vou ter saudades dos teus abraços e dos ramos da tua árvore tatuados nos teus braços.
Ainda vejo os teus longos cabelos a voarem.
Vou guardar-te para sempre no meu coração.
E talvez um dia voltemos a cruzar-nos por aí.
Kyuss - Catamaran
Esta era uma das tuas bandas preferidas e o ultimo video que colocaste no Facebook.
Para mim serás sempre o João. Tu sabes como eu gosto do teu nome.
Faz hoje uma semana. Eu só soube ontem. Mais uma vez perdi um amigo no mês de Fevereiro.
A tua passagem por aqui e pela minha vida foi curta. Tenho a certeza que aqueles que te conheceram nunca vão esquecer-te.
Eras sem duvida uma pessoa diferente e muito bonita e eu senti isso logo na primeira vez que te vi no metro. E desejei conhecer-te.
Obrigada por tudo o que me deste e que me ensinaste.
Mesmo sem te pedir, tu ajudaste-me e ao teu lado senti sempre paz.
Desculpa não te ter ido ver a tocares a tua bateria.
Vou ter saudades dos teus abraços e dos ramos da tua árvore tatuados nos teus braços.
Ainda vejo os teus longos cabelos a voarem.
Vou guardar-te para sempre no meu coração.
E talvez um dia voltemos a cruzar-nos por aí.
Kyuss - Catamaran
Esta era uma das tuas bandas preferidas e o ultimo video que colocaste no Facebook.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Society
- Estou farto de viver em Lisboa.
- Porquê?
- Porque viver cá é desgastante e cansativo. E as pessoas que me rodeiam também me cansam.
- O que têm as pessoas?
- Têm pressa de viver. Algumas têm a mania que são intelectuais. Vão muito ao cinema, a concertos, tentam ler muitos livros. E isto tudo para quê?
- Porque deve dar-lhes prazer. Porque gostam de cinema, de música e de ler.
- Irrita-me a avidez de quererem fazer muitas coisas e a busca em que andam. Eu acho que querem fazer isto tudo para esconder o vazio que existe dentro delas. E isto também porque vivem numa grande cidade como Lisboa e os laços familiares e de amizade genuína estão a perder-se cada vez mais.
E também porque andam a tentar conhecer-se e quanto a mim de uma forma errada. Por isso eu vou sair daqui. Vou viver para uma aldeia onde as pessoas se conhecem e preocupam-se com outras coisas.
- Duvido que aguentes. Daqui a uns dias voltas para cá.
- Estás enganado. Lá o tempo passa mais devagar e eu não tenho pressa.
- Porquê?
- Porque viver cá é desgastante e cansativo. E as pessoas que me rodeiam também me cansam.
- O que têm as pessoas?
- Têm pressa de viver. Algumas têm a mania que são intelectuais. Vão muito ao cinema, a concertos, tentam ler muitos livros. E isto tudo para quê?
- Porque deve dar-lhes prazer. Porque gostam de cinema, de música e de ler.
- Irrita-me a avidez de quererem fazer muitas coisas e a busca em que andam. Eu acho que querem fazer isto tudo para esconder o vazio que existe dentro delas. E isto também porque vivem numa grande cidade como Lisboa e os laços familiares e de amizade genuína estão a perder-se cada vez mais.
E também porque andam a tentar conhecer-se e quanto a mim de uma forma errada. Por isso eu vou sair daqui. Vou viver para uma aldeia onde as pessoas se conhecem e preocupam-se com outras coisas.
- Duvido que aguentes. Daqui a uns dias voltas para cá.
- Estás enganado. Lá o tempo passa mais devagar e eu não tenho pressa.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Pictures of you
Ontem abri a gaveta da secretária de madeira. É muito raro abri-la porque ela contem três fotografias, papéis e cartas com emoções.
Mas ontem apeteceu-me.
Li algumas que três homens me escreveram. Dois deles partiram sem querer e o outro foi-se embora porque eu quis.
Ontem percebi mais uma vez que fui amada por estes três homens de formas diferentes.
Também os amei. Muito.
Jamais esquecerei o que cada um deles me deu.
The Cure - Pictures of you (Leipzig 1990)
Mas ontem apeteceu-me.
Li algumas que três homens me escreveram. Dois deles partiram sem querer e o outro foi-se embora porque eu quis.
Ontem percebi mais uma vez que fui amada por estes três homens de formas diferentes.
Também os amei. Muito.
Jamais esquecerei o que cada um deles me deu.
The Cure - Pictures of you (Leipzig 1990)
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
The letter
Um dia ela encontrou-o.
Foi ela que lhe escreveu a primeira carta. A partir daí trocaram várias em que as palavras assumiam toda a importância que eles quisessem dar.
Ela chegava e abria a caixa do correio à espera de mais uma carta. Abria cada carta e lia cada frase com sofreguidão. Apesar da perigosidade não se protegia e deixava-se levar por elas com paixão. Depois relia-as várias vezes com mais calma e gostava de encontrar pormenores onde ele se revelava de uma forma subtil.
Quando não tinha noticias dele ficava a imaginar se ele estaria bem ou o que lhe teria acontecido. E esperava.
Por vezes, ela apesar de nunca o ter visto, quando lhe escrevia, fazia-lhe confissões do seu eu porque sabia que ele ia entendê-la.
Ela gostava quando ele escrevia o seu nome. Era tão raro poder ler o seu nome escrito por outra pessoa.
Assim ficava com a certeza de que existia.
Foi ela que lhe escreveu a primeira carta. A partir daí trocaram várias em que as palavras assumiam toda a importância que eles quisessem dar.
Ela chegava e abria a caixa do correio à espera de mais uma carta. Abria cada carta e lia cada frase com sofreguidão. Apesar da perigosidade não se protegia e deixava-se levar por elas com paixão. Depois relia-as várias vezes com mais calma e gostava de encontrar pormenores onde ele se revelava de uma forma subtil.
Quando não tinha noticias dele ficava a imaginar se ele estaria bem ou o que lhe teria acontecido. E esperava.
Por vezes, ela apesar de nunca o ter visto, quando lhe escrevia, fazia-lhe confissões do seu eu porque sabia que ele ia entendê-la.
Ela gostava quando ele escrevia o seu nome. Era tão raro poder ler o seu nome escrito por outra pessoa.
Assim ficava com a certeza de que existia.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Peanuts
Naquele mês de Outubro, antes do concerto começar enquanto falávamos pela primeira vez e eu tentava balbuciar algumas palavras num entusiasmo contido, ela surgiu de uma forma efusiva e alegre para me cumprimentar.
Olhei para ela e ouvia o que ela dizia mas não podia deixar de observar aquela embriaguez de felicidade por ir assistir a mais um concerto deles. Compreendi que naquele momento a sua liberdade e imaginação a fizessem sentir com metade da sua idade real.
Quem era ela? E quem era eu?
Depois ela foi-se embora e eu fiquei sem mais palavras e disse que era melhor entrar porque o concerto devia estar quase a começar.
Olhei para ela e ouvia o que ela dizia mas não podia deixar de observar aquela embriaguez de felicidade por ir assistir a mais um concerto deles. Compreendi que naquele momento a sua liberdade e imaginação a fizessem sentir com metade da sua idade real.
Quem era ela? E quem era eu?
Depois ela foi-se embora e eu fiquei sem mais palavras e disse que era melhor entrar porque o concerto devia estar quase a começar.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Tetas da alienação II
Os acontecimentos anuais preferidos de muitos dos meus colegas de trabalho são o jantar de Natal da empresa e o jantar no dia de S. Valentim.
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