sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Um 2011 muito bom!!



The walkmen - In the new year (Coliseu de Lisboa - 2010)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Next lover

- Lembras-te dele?
- Não.
- Tens a certeza?
- Sim, tenho. Quando desisto, tomo uma decisão e esqueço.
- Esqueces facilmente?
- Sim.
- Não sentes medo?
- Não. Já me habituei. Depois destes passos, continuo a viver. Acho muito mau ficar presa a alguém ou a recordações.
- Pois, é porque não foi importante para ti.
- Talvez fosse menos importante do que na altura imaginei. Para ser importante tens de acreditar. E a partir do momento em que desisto, deixo de acreditar.
- Há pessoas que não conseguem fazer isso.
- Sim, porque talvez continuem a acreditar.
- Ou então já não acreditam mas ficam lixados porque não entendem o porquê.
- Dantes fazia isso. Tentava perceber os porquês e a maior parte das vezes não conseguia. Agora já não o faço.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sensações CLVIII



The Walkabouts/Tindersticks - Take me

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Just breathe I

Mas afinal não querias e agora já queres?
Quando um quer, o outro recua.
Quando um foge, o outro avança porque tem medo de perder.
Mas o que é isto?
Andam todos a brincar às escondidas?
E a magoar e a criar corações partidos e depois empedernidos.
E têm medo de estar acompanhados.
E têm medo de ficar sós.
E não entendem que perdem tanto tempo nisto.
E raios para isto tudo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sometime around midnight II

Quase sempre por volta da meia-noite fica com a palavra amo-te presa dentro de si.
Sente uma enorme vontade de soltar a palavra e libertar-se de uma vez por todas.
Imagina como será voltar a dizê-lo novamente.
Mas não pode. Continua a carregar o peso de um amor impossível e longínquo.
Adormece noite após noite e sonha com ele.

domingo, 26 de dezembro de 2010

E ontem o Natal no Maxime foi assim...

video

Pop dell' Arte - Little drummer boy

E como é Natal ninguém leva a mal uma vez que este video é de má qualidade e filmado ao contrário pelo meu telemóvel.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sensações CLVII

Faz hoje quatro anos que nos abraçámos pela ultima vez.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sensações CLVI



Buzzcocks - Ever fallen in love

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Runaway

A minha má memória não me permite localizar a data de um acontecimento vivido por mim. Ainda hoje a vaguear neste blog, fui parar a Dezembro de dois mil e nove onde me deparei com um momento que já tinha esquecido e assim consegui ter a noção precisa do dia em que tal sucedeu.
Depois percebi que alguns dos momentos que vivi foram apenas momentos vividos nesse dia e talvez no dia seguinte para depois serem armazenados numa gaveta sem fundo.
A gaveta do meu esquecimento.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

She's gone II

O seu telemóvel estava calado.
Já começava a ter a certeza que ela não voltava a contactá-lo.
Tentou colocar-se na pele dela e imaginar o que ela sentia e pensava.
Mas não conseguia.
Achava que já não conseguia satisfazê-la.
Parecia que o tempo deles tinha-se esgotado muito mais rapidamente do que imaginava.
Nem sabia se tinha valido a pena.
Sinceramente nem sentia a falta dela.
Mas gostava daquele ar meigo.
Por outro lado, detestava quando os olhos dela pareciam que queriam dizer-lhe alguma coisa e ela ficava silenciosa.
Ah, sim e lembrava-se daquela parte do corpo dela que o deixava maluco.
E nem lhe tinha tirado aquela fotografia para ficar como recordação como sempre costumava fazer.
Agora iria começar tudo de novo.
Tinha de escolher melhor desta vez.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sensações CLV

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Shine on

Despede-se sem dizer adeus.
Aos poucos afasta-se de tudo o que não faz parte do seu sonho.
Esmaga sem piedade a mentira que a perseguia.
Sente-se mais forte e segura.
Finalmente encontrou a verdade nos seus próprios olhos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sensações CLIV



The Veils - The letter

E hoje apetece-me correr perigos. É preciso muito cuidado a ouvir esta musica.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dying slowly I

Tinha fingido estar ébria para conseguir que alguém olhasse para ela. Mas agora começava a sentir o efeito do whiskey que estava a beber.
Deixou-se ficar submersa na banheira cheia até não aguentar mais tempo sem respirar.
Voltou a encher o copo e bebeu mais.
As lágrimas voltaram aos seus olhos. Naquele momento percebeu que a sua vida já não fazia qualquer sentido.
Não tinha amizades. Vivia sozinha. Nem sequer se importava com a sua casa. Detestava a decoração da sua casa. Todos aqueles móveis lhe pareciam decadentes como a sua vida.
Pensou que se arrastava todos os dias para o local de trabalho onde já não sentia qualquer satisfação em executar as suas tarefas monótonas.
Pensou nas três ou quatro noites de sexo que tinha mensalmente e em que durante algumas horas tentava esquecer o vazio da sua vida para logo a seguir se afundar ainda mais.
Não percebia o que podia fazer para mudar a sua vida.
Já não acreditava em si própria nem nas pessoas que a rodeavam.
Já não acreditava no amor. Já o tinha sentido uma vez e talvez não voltasse a ter mais uma oportunidade. Já não conseguia sonhar. Estava a desistir.
Naquele momento ouviu o seu telemóvel a tocar. Quem seria? Era tão raro o seu telemóvel tocar.
Saiu da banheira, enrolou-se na toalha e abriu a mala que estava caída junto à porta da entrada. Era o António.
- Olá.
- Olá. Tinha aqui uma chamada não atendida. Ligaste-me.
- Eu? Não.
- Ligaste, sim.
- Então foi ser querer. Deve ter sido o telemóvel dentro da mala.
- Estás com uma voz estranha. Estás bem?
- Não. Estou a beber whiskey.
- Mas tu nem costumas beber. O que se passa?
- Não consigo falar.
- Eu vou ter contigo. Não me demoro.
- Deixa lá. Já é tarde.
- Eu vou. Até já.
Desligou o telemóvel e sentou-se nua no chão do corredor.
O António era o seu único amigo e preocupava-se com ela. Desde que o seu pai morreu, ela achava que ia morrer do coração como ele e tinha pânico de morrer sozinha em casa.
O António sabia disto e tinham combinado que todos os dias úteis, se ela não ligasse de manhã o msn sempre que chegasse ao trabalho como era habitual, ele contactava-a para saber porque ela não tinha ido trabalhar.
Era também na pequena janela do msn que ela confessava ao António o que sentia.
Ela e o António encontravam-se poucas vezes pessoalmente e quando o faziam ela não conseguia falar com ele sobre si própria. Estava cada vez mais fechada. Por isso preferia escrever. E ele entendia-a. Apesar de ele ser mais novo que ela, tinha sempre um conselho sensato para lhe dar. Ela admirava-o bastante.
Entretanto sentiu frio e voltou a entrar na banheira. A água ainda estava morna e começou a sentir algum sono. Os seus olhos fechavam-se e abriam-se alternadamente à espera de ouvir a campainha a tocar.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Just can't get enough I

Tenho saudades do tempo em que a minha mente era mais sossegada.
Nesse tempo conhecia poucas pessoas.
Não me importava de ficar em casa a ler ou a ver um filme.
Nessa altura não me dispersava e não sentia tanta insatisfação.
Ainda não tinha vícios e o meu corpo não era exigente.
Será que era mesmo mais simples ou é a minha má memória que já não se recorda bem?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sensações CLIII



Esta janela conhece os meus sonhos e pensamentos.
Desta janela vejo o mundo e aqui ninguém me vê.
Esta janela sabe os meus segredos e o que eu já senti.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Getting away with it all messed up

Desta vez podias ser tu a decidir.
Porque estou sempre a tomar decisões.
Umas certas, outras erradas.
Até parece que gosto de o fazer.
Decido sempre e não gosto de voltar atrás.
Mas sim, custa.
E estou cansada de decidir.
Custa pensar que cada sim ou não que disser agora, pode condicionar toda a minha vida.
Mas não consigo ficar num limbo.
Porque depois penso que sei aquilo que quero.
Sim, sei.
Só não sei porque às vezes deixo-me ir.
Vou embalada num sonho que acaba logo a seguir.
Acaba dentro de mim por tantas razões, que me fazem decidir e dizer não.

sábado, 4 de dezembro de 2010

E ontem foi assim..



James - Sometimes e Laid

Há noites e concertos assim. Ontem a loucura e a euforia instalou-se no Campo Pequeno. Inesquecível!
Foi sem dúvida o meu melhor concerto de 2010.
Obrigada James!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

E hoje é dia de...

Duas das minhas musicas preferidas. Em 1990:



James - God only knows

Em 2001:



James - Johnny Yen

Mais logo no Campo Pequeno.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

She's a star / Come home

Lá está ela a esconder-se de toda a gente.
Gostava que ninguém a visse.
Mas quando passa os seus olhos cruzam-se com outros.
E os olhos dela não são capazes de fingir.
Todos percebem que ela está frágil.
A qualquer momento pode partir-se.
Ela tenta construir um muro.
Um muro suficientemente alto.
Mas há sempre alguém que consegue vê-la.
E ela só pensa em voltar para casa.
Sabe que vai ter aquele abraço e o único sorriso em que pode acreditar.